Muito oba oba, pouca ação
No dia 15/02, neste espaço democrático, critiquei as mesmices das campanhas contra a dengue e sugeri aos ministérios da Saúde e da Educação a utilização de crianças nessas campanhas, visto que a participação delas é muito mais importante que a participação do Exército, Aeronáutica, Marinha, como ocorreu na última campanha realizada em todo o Brasil. Após a divulgação dessa minha sugestão, dentre outros, o deputado estadual Tercílio Turini e o federal Luiz Carlos Hauly se solidarizaram com a sugestão, o que não ocorreu com nenhum vereador. Diante disso, tomei a liberdade de ligar para um desses "nossos representantes", o qual não demonstrou muito interesse pelo assunto. Esse vereador afirmou que a rede municipal já está em campanha. Não ficando satisfeito com esse contato, resolvi visitar uma escola municipal de grande porte. A direção da escola informou que existe orientação sobre a participação dos alunos na campanha da dengue, entretanto, pouco tem sido feito. E mais, a direção afirmou que existem vários pontos de água parada na escola, dentre eles, as calhas da cobertura. Com a palavra, o secretário de Saúde do município e também "os nobres vereadores", os quais possivelmente nunca fizeram visita a uma escola.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (administrador e contabilista) - Londrina

Fim do imposto sindical
Conforme noticiado, o senador Blairo Maggi (PR-MT) apresentou no Senado Federal um projeto para por fim ao Imposto Sindical. Este imposto, que teve origem no governo de Getúlio Vargas, em 1937, equivale a um dia de trabalho descontado "na marra" do trabalhador. Atualmente, os recursos são distribuídos em 60% para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 20% para a chamada Conta Especial Emprego e Salário, administrada pelo Ministério do Trabalho. Para variar, a CUT e a Força Sindical são unânimes em não acabar com o Imposto Sindical, ou seja, largar o osso? Nem pensar! Em resumo, os trabalhadores do Oiapoque ao Chuí agradeceriam de coração o fim desse imposto compulsório, que simplesmente contraria as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
EDGARD GOBBI (desenhista aposentado) – Campinas

Execução de pena provisória
Com relação à decisão do Supremo Tribunal Federal no sentido de que pode ser executada a pena ao condenado em segunda instância, tenho lido várias opiniões favoráveis e esperançosas de que a criminalidade irá diminuir, o que, no meu modo de ver, é equivocado e preocupante. A Constituição deve ser respeitada e interpretada adequadamente e nela está expresso que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória" (art. 5º, inciso LVII). Qualquer entendimento diverso estará indo contra o que está escrito de maneira clara e objetiva, não há outra forma de interpretar o texto, o que justifica a minha preocupação. Estar-se-ão colocando na cadeia cidadãos presumidamente inocentes, todos são inocentes enquanto não houver decisão condenatória definitiva. E se for reformado o acórdão condenatório, como fica a situação do inocente que cumpriu a pena? E não se diga que isso é necessário para evitar prescrição, não é. Basta que julguem os recursos num tempo razoável. Também está previsto na Constituição que é direito de todos serem julgados num tempo razoável. Absurdo exigir que o acusado cumpra primeiro a pena para depois definir se é culpado ou não, sob justificativa de que os recursos são morosos. Inaceitável, no meu modo de ver, a alteração de cláusula pétrea constitucional por entendimento contrário ao que está expresso e que, aparentemente, visa agradar a parcela da população que clama por cadeia para os aparentemente culpados e presumidamente inocentes.
ANTONIO JOÃO DE MELO (advogado) - Londrina

Holofote
Londrinenses, precisamos discutir, pensar, planejar o futuro da nossa querida cidade. Chega de mesmices. Até quando perderemos para Maringá? Londrina é grande. Não podemos continuar a votar em populistas, concedendo benesses de subsídios para se perpetuarem no cargo. Diminuindo a arrecadação, como investir nos direitos básicos do cidadão? Será que no ano 3000 teremos a conclusão dos arcos Norte e Leste, construção de viadutos e outras obras? Holofotes, blá, blá, blá, narcisistas, até quando? Caso duvidem que estamos num verdadeiro abandono, sintonizem as rádios, assistam a televisão. O povo reclama e implora por uma melhor administração.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

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