OPINIÃO DO LEITOR
Salários e benefícios
Neste começo de ano o País caminha por rumos incertos, com inflação alta e fechamento de vagas de trabalho. Com esses encargos, somos ainda obrigados a bancar 81 senadores, 531 deputados federais, milhares de prefeitos, quase 1,5 mil deputados estaduais e vários milhares de vereadores, assessores, "aspones", apaniguados do PT e outros beneficiários amigos do "rei", que ganham pequenas fortunas, entre salários e benefícios, e não correm o risco de perder suas "boquinhas". Só em Londrina são 94 funcionários ativos e 124 inativos que auferem ganho superior ao do prefeito, enquanto a maioria da população vive com renda ínfima. A respeito daqueles funcionários municipais que têm estes ganhos elevados, nada nos resta fazer, pois são direitos adquiridos, porém aos demais urge que seja criado um redutor, uma vez que a prefeitura tem hoje 9.930 funcionários ativos e 3.257 inativos e no andar da carruagem não vai demorar muito tempo para termos mais inativos que ativos. Vai ser muito difícil sustentá-los com estes salários de marajá. Com a redução das folhas de pagamento federais, estaduais e municipais acima citadas não seria necessário onerar o povo com mais um imposto como a CPMF.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina
Prédio do IML
Conforme o deputado estadual Tercílio Turini, a obra do prédio do Instituto Médico Legal de Londrina (ou melhor dizendo, da Região Metropolitana de Londrina) está completamente parada, claro, por falta de verbas. Penso que esse prédio da nova sede do IML, inacabado, não obstante estar aqui na cidade de Londrina, tem que ter o empenho e o engajamento de toda a população que será atendida. Se não há dinheiro, tem que se procurar outros meios. Por exemplo: sei que existem inúmeros óbices legais, mas veja, por exemplo, uma hipótese e ao mesmo tempo um paradoxo. Enquanto essa obra estadual (IML), de extrema necessidade para a nossa região metropolitana, amarga sua paralisação por falta de recursos, aqui mesmo, em frente ao aeroporto, existem inúmeras (uma quadra ou mais) casas vazias da Aeronáutica, cujo valor imobiliário é muito estimado e que, ao longo dos anos, só estão gerando despesas para os contribuintes. Penso: não é questão de se fazer alguma articulação, tentar negociar com a empreiteira, com o governo ou outra medida qualquer, visando o interesse público? Gente, dá para fazer. Alô, senhores vereadores...
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Trote violento
Logo que li a reportagem "Polícia abre inquérito para investigar trote violento" (Cidades, 25/02), que envolveu um aluno do curso de Agronomia, me perguntei: novamente? Pelo que me recordo, tivemos a mesma situação no ano passado e infelizmente até aqui nada mudou. Fico preocupada com o tipo de profissionais que virão a se formar num futuro próximo e irão atuar na sociedade. Os calouros sempre são alvo deste tipo de "brincadeira", que de inocente não tem nada, pelo contrário, é um total desrespeito com o outro. Essa é a geração com que temos convivido atualmente, sem limites, tudo é permitido. É inadmissível um pai deixar o filho na porta da faculdade no início da aula e ter que buscá-lo num hospital. Acho que essa prática precisa ser revista urgentemente para que no próximo ano não tenhamos calouros passando por situações como essa ou até piores.
MARIA CRISTINA CARDOSO (estudante de Jornalismo) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





