OPINIÃO DO LEITOR
'Sempre é Carnaval'
Este é o título de uma marchinha de Carnaval de Joel de Almeida de alguns anos atrás, que continua tendo sucesso no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas, em especial a do nosso Estado. O bonde da alegria está sempre cheio, com dinheiro saindo pelo ladrão! Os gabinetes dos deputados estão disputando entre si para ver qual é o mais produtivo! Alguém já teve a curiosidade de verificar in loco o trabalho desses "legisladores", já que o orçamento da referida "Casa de Lei", em comparação a todos os municípios do Paraná, está classificado em nono lugar? Sem contar o dinheiro do Fundo Partidário, que parte do suor do contribuinte para ajudar nas despesas do "trem da alegria"! Quanto menos produz, mais gasta: "regra de três, inversa".
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Fortaleza
Quem matou os trabalhadores no viaduto de Fortaleza? Não, não foi o azar! Não foi um vendaval ou um terremoto! Quem matou e feriu os trabalhadores foi o sorriso de deboche da mulher do marqueteiro do PT. Quem matou aqueles pais de família foi a megalomania do ex-presidente aliada à fome por dinheiro dos aloprados de seu partido, tudo isto somado à empáfia da presidenta. Quem matou aquelas pessoas foi a corrupção! Quem matou e mata todos os dias é a ineficiência e a desonestidade de um governo que só pensa em se manter no poder nem que "tenha que fazer o diabo!", como afirmou a mãe do PAC (Programa de Aceleração da Corrupção). Até quando?
RUBEM CAUDURO (professor) - Londrina
Trump
Pontes e muros nos falam de muitas coisas. Pontes ligam lugares a outros e, dependendo da ponte, passam por abismos. Muros já nos indicam separação e desligam um ambiente de outro. O muro de Berlim, por exemplo, foi chamado de muro da vergonha. Foi derrubado. A Alemanha hoje é um país muito melhor do que era antes do muro, absorveu a população e a situação da Alemanha Oriental e já recebeu milhares de refugiados sírios nestes últimos meses. O que me espanta agora é um candidato a presidente dos Estados Unidos, que é um país democrático e que dá exemplo de democracia para o mundo todo, querer construir um muro na fronteira do México. Será que é essa a solução do mundo? Isolar-se? Que tipo de política americana pode vir de um candidato assim para o mundo?
DAILTON MARTINS (comerciante) - Londrina
Uma decisão para ser comemorada
A decisão do Supremo Tribunal Federal de manter preso o réu condenado em segunda instância vai diminuir a sensação de impunidade, que tanta indignação causa aos brasileiros. A vergonhosa postergação "ad eternum" do cumprimento da pena até a sua prescrição é uma aberração sem similar nas mais aprimoradas democracias. Além de beneficiar despudoradamente o sentenciado, é uma fonte preciosa de ganhos financeiros para muitos advogados criminalistas que abusam dessa farra recursal protelatória. É uma afronta o cinismo dos criminosos do "colarinho branco" já apenados, gozando de plena liberdade e debochando das pessoas honestas. É preciso mudar essa legislação que permite a extinção das penas por caducidade de prazo, premiando a malandragem e fazendo com que o crime compense. A medida aprovada pelo STF é um duro golpe no atraso e na leniência do nosso sistema processual. Foi a vitória da seriedade e um alento de esperança para começar a se fazer justiça nesse país. Restou-nos, perplexos, ouvir o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que aliás votou contra a decisão da Corte, afirmar que a medida é inadequada porque as cadeias estão superlotadas. Parece que os nossos governantes, políticos e autoridades propositadamente não investem na construção de um sistema prisional melhor estruturado, para dar desculpas iguais a essa, quando chega a vez deles utilizá-lo. O brasileiro honrado e digno não se conforma mais com tanta injustiça escancarada e com os revoltantes descalabros jurídicos produzidos em nossos tribunais.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
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