Até onde vai o desrespeito?
Durante muitos anos a Regis Bittencourt foi conhecida como "a rodovia da morte". Pergunto-me se não teremos em breve, no trecho que está sendo duplicado entre a saída para Curitiba e Cambé, a nossa similar aqui no Paraná (PR-445). Inicialmente, há o viaduto "vedete" da imprensa, que, por problemas apontados como estruturais, mas reconhecidos oficialmente apenas como "normais" em uma "grande obra", nunca termina. Seguindo em frente, pelo que vai restando da via marginal esburacada por onde se é obrigado a passar por um bom trecho, há a passagem na altura da Avenida Harry Prochet. Ali, mais um desrespeito à vida humana, visto que não dá para considerar a rampa precária de madeira instalada uma garantia de acessibilidade para portadores de necessidades especiais ou deficiência física. Mais uns 200 metros, novo viaduto, totalmente escuro à noite em sua parte inferior, um convite a futuros assaltos a motoristas, com certeza! Passada esta parte, entra-se, enfim, novamente na rodovia, e então é possível desfrutar, nestes dias chuvosos, de todos os bolsões de água possíveis que se acumulam nas laterais dos muros de proteção ou então do sacolejo (verdadeiro tranco) que o carro sofre quando se passa no viaduto sobre a Avenida Madre Leônia Milito. Dali para a frente, o adequado é dirigir bem abaixo da velocidade permitida pela pista para evitar qualquer atropelamento de mulheres, crianças (muitas de colo), homens e trabalhadores em geral que, por falta de uma passarela, precisam pular a mureta para atravessar a rodovia. Diante de tudo isso, constatável a uma simples observação empírica, ainda fica a pergunta: será que Ministério Público, OAB e várias outras entidades de defesa do consumidor e da vida jamais requisitarão uma auditoria das referidas construções?
ARIOVALDO SANTOS (professor) - Londrina

Segunda instância
A respeito do Espaço Aberto do dia 20 de fevereiro ("O STF e a condenação em segundo grau"), sou totalmente favorável à prisão por crime em julgamentos de segunda instância caso seja mantida a sentença do primeiro juiz. Em resposta à pergunta do articulista, na minha visão de cidadão, o réu não será indenizado por ninguém, fica como um osso do ofício. Nossas leis são criadas por políticos, que em sua grande maioria só se movimentam em causa própria ou em situações que lhes tragam benefícios diretos, e por isso nossas leis prestigiam o que está errado. Conforme disse o nobre advogado em seu artigo, pode ocorrer a prescrição do processo, pois é isso que ocorre na maioria das vezes com os criminosos, diante das centenas de recursos que nossa Justiça permite atualmente. Além de não pagarem por seus crimes, os criminosos consomem o Judiciário com ações que só visam o passar dos anos.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Saneamento básico
Soco no estômago. Não há expressão melhor para definir a capa da FOLHA de ontem (22/02). Não podemos nos descuidar. Londrina, pode-se dizer, tem uma boa tradição nesta área, no entanto, as imagens reveladoras na matéria são preocupantes. Os gestores estão com uma preocupação excessiva com transporte coletivo, Superbus estimado em R$ 140 milhões, aumento de passagem etc. O saneamento básico está diretamente ligado a esta epidemia de dengue. Se fazemos o dever de casa certamente a proliferação do mosquito é menor. Mas se ele encontra condições favoráveis para se reproduzir, aí, sim, é um Deus nos acuda! É certo que a população tem que colaborar, mas a maior responsabilidade ainda é do gestor, pois é nas cidades que há as maiores incidências de dengue, chikungunya e zika. Esta gestão ainda não resolveu a questão do Concidade, logo não sofre a pressão dos moradores da periferia citados na reportagem.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup