Gastos do Planalto
Na FOLHA do dia 10 de fevereiro, na coluna do jornalista Cláudio Humberto, foi dito que as aves e peixes do Palácio do Planalto estão comendo melhor que muitos brasileiros: o Planalto encomendou mais de 30 toneladas de ração de primeira qualidade. No dia seguinte, no dia 11 de fevereiro, na mesma coluna, foi noticiado que a presidente da República suspendeu a compra das rações. Não é obrigação dos deputados fiscalizar esses gastos exagerados? Se não fosse a imprensa, o governo iria gastar o dinheiro de maneira exagerada, na situação que o Brasil atravessa. Os animais devem ser tratados, mas o gasto deve ser moderado. Além disso, qual é a finalidade de manter tais animais no Palácio do Planalto?
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina

O que a Dilma falou
Antes é bom que se esclareça que a maior parte dos discursos da Dilma é meticulosamente elaborada, medida e ensaiada. Toda vez que ela se propôs a falar de improviso, deu no que todos sabemos. Aliás, é por isso que ela procura escapar da imprensa nos eventos, pois ali é ao vivo e podem surgir perguntas "embaraçosas". Dito isso, vamos ao que ela disse: "O Lula está sendo injustiçado". Essa frase foi dita por ela ter sido cobrada pelo seu partido, o PT, a ir publicamente em defesa do Lula (que está sendo bombardeado por denúncias, as mais variadas) pois o seu silêncio (o da Dilma) poderia ter interpretação não favorável, a ser explorada pela oposição. Como dissemos acima, o seu discurso foi bem do tipo de ficar em cima do muro, ou seja, sem por a mão no fogo. Vejam que na reunião onde ela discursou, que era para a defesa do Lula, preferiu usar da forma genérica "está sendo injustiçado", não entrou em méritos. A Dilma é a presidente do Brasil, não pode jamais correr riscos ao empenhar palavras, que poderão ser usadas contra ela mesma. Assim, se mais para a frente, se comprovar que o Lula é mesmo culpado, Dilma pode simplesmente dizer: "Eu não disse uma única palavra sobre o tal sítio, ou sobre outro assunto, mas sim que eu achava que ele estava sendo injustiçado, pela forma como o estão tratando, já que ele (Lula) fez tanto pelo Brasil etc, etc". Aliás, por falar em injustiçado, quem nesse mundo não se considera ou se considerou injustiçado alguma vez? Podem acreditar que até mesmo o Lula o foi, e aí sim a Dilma, fora do contexto, tem toda razão. E, assim, com esse discurso subjetivo, ela atingiu o seu objetivo, apareceu em público, não se omitiu, fez a defesa que o PT exigiu e ao mesmo tempo não deu a cara para bater, ou seja, não corre risco algum de ser acusada de ingênua ou tentar mais uma vez enganar o povo.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Japonês da Federal
O agente da Polícia Federal Newton Ishii (o japonês da Federal) resolveu, curtindo férias em Brasília, fazer uma visita ao Congresso Nacional e causou muito burburinho por onde passou, recebendo olhares curiosos e apreensivos. Um verdadeiro "Deus nos acuda!". Responsável pelo cumprimento dos mandados de prisão expedidos no bojo da Operação Lava Jato, ele é visto notadamente como um algoz pelos indiciados e pelos suspeitos. Esse alvoroço todo fez lembrar a seguinte fábula de Esopo (620-564 a.C.): "Chegou até os ouvidos de um gato que em certo galinheiro as galinhas estavam doentes. Ele se fez então passar por médico e, levando consigo os instrumentos necessários, foi até lá. Ao chegar à porta do galinheiro, perguntou-lhes: - Como estão? Elas responderam: - Muito bem, desde que dês o fora. Por mais que queira passar por bonzinho, o homem mau não engana o homem sensato".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

Uma questão de prioridade
Educação. Vivemos na "Pátria Educadora", e o Brasil é um dos dez últimos colocados em educação no mundo. A quem interessa que a educação saia dos discursos para realmente acontecer? Povo educado é crítico e não cai no "lero lero" dos políticos com "estatura moral" muito abaixo de medíocre, metros abaixo. Saúde. O ministro foi "exonerado" para poder votar "a favor do governo", na questão da liderança do PMDB na Câmara Federal. No País a saúde está "absolutamente em ordem". Epidemias de dengue e zika vírus. O H1N1 voltando turbinado. O SUS funcionando "perfeitamente", com "excesso de profissionais da saúde" no sistema. Segurança? Salve-se quem puder, mas só depois de pagarem a carga de impostos, equivalente a cinco meses de trabalho por ano por enquanto (vem aí a CPMF modelo 2016), para garantir as "boquinhas" dos políticos e apaniguados.
MARCOS DE CASTRO FALLEIROS (físico) – Londrina

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