OPINIÃO DO LEITOR
De repente... o silêncio!
E aqui estamos nós, moradores do Califórnia, de repente nesse silêncio, com a ausência das perturbações sonoras e tremulantes, que desde o final de novembro do ano que passou e por mais de dois meses estivemos vivenciando. Os tão propagados "estrondos" abalaram as estruturas de nossas residências, seja na forma de trincados ou de rachaduras, mas, sobretudo e mais profundamente, abalos foram causados no psicológico de cada um de nós, e nos acompanharão vida afora. As explicações divulgadas na mídia, de que a causa é de natureza geológica, nós, sobretudo os membros da comissão de moradores, nunca aceitamos. Ninguém questiona o fato geológico do movimento das rochas, no entanto, esses movimentos, segundo cremos, são tão somente efeitos da causa primordial, que se encontra na rede de recalque nova que foi instalada pela Sanepar. Desse modo, essa é uma questão que está mais afeta à engenharia do que à geologia! Nesse sentido, nossa comissão contatou o prefeito e fizemos com que ele enxergasse a necessidade de se colocar em cena também a engenharia e não somente a geologia, como vinha sucedendo. Ele acatou a sugestão da comissão, solicitou à Sanepar o projeto dessa obra e remeteu-o ao Centro de Tecnologia e Urbanismo da UEL. Mas até o momento não temos notícias a respeito das investigações que estão acontecendo. Sabemos, temos observado e documentado que foram realizados reparos nessa rede, haja vista que os estrondos sumiram e fez-se de repente... o silêncio!
FERNANDO PRADO DE ANDRADE (professor) - Londrina
Jogo pesado da política
Eis que estão na mídia nacional dois ex-presidentes da República, FHC e Lula. Ambos terminaram seus dois mandatos de direito. Primeiro foi Lula: todos sabiam, mas nenhuma pessoa em sã consciência faria o enfrentamento, exceto o juiz federal Sérgio Moro, o início de tudo. Depois, houve a mobilização do Ministério Público de São Paulo, que, junto dos órgãos de imprensa paulistas, trouxe à tona a mega operação do sítio de Atibaia e do tríplex no Guarujá. Segundo, foi a vez de FHC. Estão detalhando sua vida particular, um relacionamento extraconjugal que teve exatamente na época em que era presidente, criando uma mácula, uma mancha não muito esclarecida à época. Então, qual a diferença entre ambos? FHC enfrenta o constrangimento de suas ações particulares, enquanto Lula amarga atos e comportamentos impróprios ao cargo que ocupou, defendendo causas em benefício próprio, com um agravante, com indícios de corrupção. O aprofundamento da investigação e a eventual comprovação de seus atos ilícitos poderão levá-lo à perda de liberdade e à desconstrução de sua imagem e credibilidade.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
A morte da turista argentina
Antes, nos unimos pelas dores e pesares por que passam amigos e familiares de Laura Pamela, moça assassinada essa semana em praia do Rio de Janeiro. Eu, como brasileiro (e acredito que todos nós), lamento muito, nos sentimos envergonhados e, de certa forma, corresponsáveis, sim, pela tragédia. Mas que sua morte não tenha sido em vão. Que sirva como um cartão postal (infelizmente negativo) para mostrar ao mundo o que é e como está o Brasil. O Brasil, cara Dilma (a violência felizmente não traz riscos para a sua família), que procura esconder do mundo que matamos muito mais que qualquer guerra contemporânea. O Brasil, que ao invés de investir na segurança interna, em todos os sentidos, prefere (não se sabe lá o porquê) fazer compras de aviões de guerra da Suécia, a preços milionários. Brasileiros, essa é só mais uma face da falta de governança de quem nos palanques e fora deles abraçava e beijava os eleitores, fazendo promessas que sabia que jamais iriam ser cumpridas. Vamos ficar mais ligados, Dilma não entrou no governo à força: nós a colocamos lá.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
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