Reforma da Previdência e a CPMF
Os governos federal, estaduais e municipais deveriam limitar as aposentadorias de seus servidores até o limite da aposentadoria da Previdência Social, que em 2016 é R$ 5,189,82 e para os outros trabalhadores é o teto. Se quiserem um valor maior de aposentadoria, teriam que contribuir com uma previdência particular. Com isto, sobrariam bilhões de reais em substituição à CPMF, haveria mais dinheiro para saúde, educação e infraestrutura e poderia até haver diminuição da carga tributária em cima da população, que não aguenta mais, e da complexidade das leis tributárias e trabalhistas. Caso isso não seja feito, só vai piorar a situação, com sonegação, criminalidade, desemprego.
OSMAR CARVALHO (contador) - Londrina

Aposentadoria
Existem muitas críticas relacionadas à aposentadoria por tempo de contribuição e com pouca idade. Somos chamados de vagabundos pelos políticos, que acham um absurdo uma pessoa se aposentar com idade entre 50 e 60 anos, como a nossa presidente discursou dias atrás. Mas anos atrás, na infância, antes mesmo de completar 12 anos, eu já fazia muitas coisas: engraxava sapatos, vendia salgados na rua, refresco de saquinho, carregando nos ombros caixa de isopor cheia, levantava de madrugada para pegar jornais para vender. Depois disso, trabalhei em auto elétrica, carregava bateria nos ombros para instalar nos carros e camionetes, trabalhei em ferro velho. Naquela época, não tinha moleza alguma. Quando não havia um trabalho mais leve para fazer, era chamado para ajudar a carregar caminhões de sucata de ferro. Tenho algumas marcas nas mãos, materiais de segurança (EPIs) não existiam. Tenho dores crônicas na coluna, não sei se estão relacionadas com o trabalho pesado na adolescência. Nunca participei de movimentos estudantis, políticos, sociais, não ficava pelas ruas fazendo badernas, passeatas, soltando bombas, saqueando, sequestrando e outras coisas que muitos que estão no poder hoje faziam naquela época. Depois disso, dos 14 para 15 anos, comecei a trabalhar no primeiro emprego registrado, ganhando meio salário mínimo por mês. Era o salário pago para adolescentes naquela época. Nesses 40 anos trabalhando e contribuindo, tenho total direito de me aposentar, pois a lei nos dá esse benefício. Não fui eu que criei esta situação, as coisas poderiam ser ainda melhores para mim se não existisse tanta corrupção assolando o nosso País. E agora os políticos descontentes querem acabar com os aposentados para favorecer ainda mais a eles, não estão contentes com toda a dinheirama arrecadada e o povo cada vez mais prejudicado. Eu aposentei após 35 anos contribuindo, trabalhando muitos anos aos sábados, domingos e feriados, diurno, noturno, às vezes sem folga semanal. Perdi muitas situações boas do convívio familiar, pois não estava presente, estava trabalhando.
ANTONIO JOSÉ RODRIGUES (aposentado) – Londrina

Humanos que somos
A imprensa mundial publicou essa semana que o papa João Paulo II manteve uma amizade por mais de 30 anos com uma mulher. Eles trocavam cartas e se encontraram várias vezes. Fico pensando, onde está o extraordinário nisso, ou o choque? Muito pelo contrário, humanos que somos, relações que construímos. Essa parte da história desse ilustre personagem da humanidade tem que nos servir de respaldo para o crescimento espiritual! Que possamos entender o homem que ele foi e nos aproximar da santidade que ele adquiriu, de como ele trilhou esse caminho.
JACQUELINE MARÇAL (gestora de projetos) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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