OPINIÃO DO LEITOR
Procedimento sem jeito
Com a integração via internet entre as agências bancárias e as respectivas matrizes, todas as contas correntes ou poupanças e até outras movimentações financeiras podem ser acessadas de qualquer caixa eletrônico e de qualquer agência. Assim, o cliente não precisaria dirigir-se a sua agência para fazer essas operações. Entretanto, em Londrina e talvez em outras cidades, certos bancos têm agido de modo diferente. Não pude pagar IPTU numa agência bancária com cheque do próprio banco, porém de outra agência. Não pude sacar o valor de um cheque nominal não cruzado, portando a devida documentação, em outra agência porque o cheque era de agência em outro endereço na mesma cidade. Meio na surdina, um funcionário me explicou que isso era feito para não aumentar o acesso em determinada agência. Parece-me ser esse um procedimento sem jeito.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) - Londrina
Reciclar é preciso
Quando andamos de carro por Londrina, o que mais vemos é caixas de papelão jogadas nas calçadas, isopor e restos de móveis por toda parte. O lixo eletrônico em parte está sendo recolhido pela ong E-Lixo de modo bem satisfatório, mas ainda vemos aparelhos descartados em lixeiras pois há pessoas que desconhecem ou ignoram os problemas de depositar estes materiais na natureza. Quanto aos restos de móveis, o que fazer? Os entulhos de alvenaria podem ser aproveitados para fazer blocos de pisos. Mas e a madeira de móveis, por exemplo, como reaproveitar? Talvez como lenha para caldeiras industriais? Papelão, então, está barato para vender e os catadores não se animam com o preço. Que tal a prefeitura fazer uma cartilha e informar na TV, no jornal, na internet sobre como separar e mesmo vender alguns destes materiais em locais que os recebem para reciclar? Ou ela mesma os receber e dar destino certo? Que tal incentivar a indústria do reciclável? Se não houver indústrias, que se façam locais de triagem de todos os materiais que são jogados fora. De início, o importante seria conhecer o que mais polui. Depois disso, fazer a coleta mais racional possível. Será a maneira de se agregar valor ao que se joga fora e criar renda para menos favorecidos. De quebra, diminuiremos o lixo nas ruas e nos fundos de vale e também em muitos quintais que acumulam materiais diversos.
DAILTON MARTINS (comerciante) - Londrina
A educação é questão moral
Que as sanções penais, administrativas e civis são necessárias, não há dúvida, porém não se pode descartar o fato de que essas sanções são tão necessárias em nossa sociedade se dá pelo motivo que a questão moral dentro de cada indivíduo está mal resolvida e, nesse contexto, o convívio social fica comprometido. É de grande desespero dirigir 5 ou 10 quilômetros e presenciar pessoas jogando latas de refrigerante ou embalagens nas ruas, ver fumantes jogando a todo tempo bitucas de cigarro em cada meio-fio que encontram, e depois ouvir essas mesmas pessoas reclamando de enchentes e alagamentos pela cidade, jogando inteiramente a culpa nos governantes (mas a infraestrutura de nossas cidades carece de uma reforma). Não se pode descartar a necessidade de uma reforma social, econômica e principalmente política em nosso país, porém é hipocrisia deixar de lado a reforma moral da população, pois a educação é a única ferramenta que pode produzir pessoas capazes de pensar e poder decidir em prol da coletividade, capazes de transcender o pensamento em si mesmas e de descobrir que pequenos atos geram grandes consequências (tanto positivas quanto negativas) e, principalmente, são a única ferramenta capaz de preparar pessoas para futuramente governar e liderar nossa sociedade de forma digna e honesta.
VICTOR HUGO FANTIN BITANCOURT (estudante de Direito) Londrina
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