OPINIÃO DO LEITOR
Eleitor preparado?
Faz-se necessário estudar, um pouco que seja, política. Quanto mais nos afastarmos do entendimento da política, mais cometeremos erros nas escolhas dos nossos dirigentes. Votar em cacarecos e tiriricas é uma atitude pobre, de desamor à pátria. Como escolher nossos representantes quando votamos no vizinho bonito? Compadre do meu irmão? Assim comecemos pelo vereador, ele vai ganhar meu voto por que será meus olhos vigiando as ações do prefeito, vai me defender diante das necessidades do bairro onde moro, observar com rigor se os projetos postos em prática estão consonantes com o que se propôs a fazer. O que vemos, no entanto, é alguns ocupantes das cadeiras destinadas aos vereadores utilizando o título como alpinistas sociais. Ficamos aqui a pensar: será necessário um programa para orientar os eleitores sobre como vigiar nossos representantes?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina
Dengue
O pronunciamento do ministro da Saúde, que disse que "estamos perdendo a guerra para a dengue", revoltou a maioria dos brasileiros. O ministro tem sido infeliz em vários pronunciamentos, mas nesse ele foi extremamente feliz. Não podemos esconder o sol com a peneira. Tenho acompanhado e pesquisado sobre as campanhas desenvolvidas pelos nossos governantes, em todo o Brasil, as quais são muito brandas e quase sem novidades que possam motivar e até entusiasmar as pessoas na guerra contra o mosquito. Diante disso, faço algumas sugestões para campanhas que possam motivar a participação da população: crianças - somos sabedores e testemunhas da importância delas nas correções das atitudes errôneas dos adultos, com isso, poderíamos formar por meio dos ministérios da Saúde e Educação "o exército das crianças", para cobrança dos adultos no combate aos pontos de riscos que possam culminar na reprodução do mosquito; causar impacto nos adultos a não eliminação dos criadouros do mosquito da dengue na nossa casa e no nosso quintal poderá nos transformar na próxima vítima, então temos que estar conscientizados de que a nossa posição ativa/passiva no combate à dengue nos terá na condição de vanguarda; interação dos vizinhos - no levantamento de pontos de riscos de suas casas (essa condição aumenta o grau de responsabilidade no combate aos riscos).
ADONIRO PRIETO MATHIAS (administrador e contabilista) - Londrina
Se não é do Lula, de quem são?
Não adianta ficar insinuando que ele é ou não proprietário dos imóveis do Guarujá e de Atibaia, pelo fato de os usar, frequentar, ter sido visto neles etc. É mais que óbvio que o Lula jamais colocaria em seu próprio nome algo que poderia comprometê-lo, não é mesmo? Ou teria sido aí o seu maior erro, o de colocar em nome de terceiros imóvel seu? Mas por que faria isso? Se ficarmos só nessa, de procurar indícios, depoimentos, ou tentar fazer ele dar uma "escorregada" se auto declarando proprietário dos imóveis, isso não vai acontecer jamais. Só o fato de "amigos", gratos e generosos, disponibilizarem um imóvel a família tão ilustre, permitindo inclusive a transferência do seu (ou nosso?) acervo de vinhos que, embora pela quantidade falada pela imprensa, venha a durar pelo menos alguns séculos, ou de fazerem benfeitorias, ainda que de "marajás" nos mesmos, penso que isso não significa nada que possa comprometer a família Lula. Pelo menos não como prova cabal. Agora, o que não dá para entender mesmo é o porquê de não se exigir dos que figuram como proprietários atuais dos referidos imóveis os dados da transação, incluindo aí tudo, desde os vendedores, compradores, origem do dinheiro etc. Mas de forma realista, sem interferências de fadas ou gênio da lâmpada.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado e escritor) Londrina
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