Que pena, Lula!
Há que se confirmar as suspeitas que pairam sobre o senhor (notícias trazidas pela imprensa em geral). Acredito que a palavra que mais caberia aqui é "traição". Desnecessário explicar o significado dessa palavra tão horrível, já que nós, brasileiros, seremos (ou fomos) as vítimas, tendo votado ou não no senhor. Se confirmadas as acusações, mais uma vez o dinheiro falou alto, venceu a provação, que pena, o senhor não era tão forte assim. Para os que acreditam em leis maiores (transcendentes), o senhor faliu da pior maneira possível, iludindo seus eleitores, igual faz o "stellium" (lagartinho que se disfarça para pegar suas presas e que deu origem ao termo estelionato). Sabemos que em política raríssimos poderiam ser considerados "santos", mas a grande maioria dos não "santos" se contenta em ser parecido com aquela barata que lambe somente a tampa do pote de mel. Já os mais audaciosos (negativamente falando) querem ir além, entram dentro do pote para poder abocanhar mais, porém todos sabemos o que acontece com essas baratas. Para que ainda possamos acreditar nas pessoas e que existem, sim, os bons, torço de coração para que todas as suspeitas sejam esclarecidas e o senhor inocentado.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado e escritor) – Londrina

O Carnaval continua
Em plena Quaresma, os blocos continuam festando na Assembleia Legislativa do Paraná, com aquela pequena "parada técnica da bateria", e logo a festa continua, com os gastos vergonhosos. Entretanto, nada é feito para frear essa loucura. Um orçamento que foge da realidade. Um Estado que anda de pires na mão, solicitando verbas do governo central, sem a mínima vontade de enxugar a máquina. Uma Assembleia que não diz o motivo de sua existência. Secretarias que não funcionam.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

ONU, aborto e zika
Eis que novamente surge a polêmica do "aborto". Que a ONU indique o aborto em casos de infecções por zika não é de surpreender, dado ser esta organização a grande incentivadora das políticas anti-natalícias/abortivas em todas as regiões do globo. Como se tais práticas realmente pudessem acabar com a fome, com a pobreza, com o abandono. O que minimiza as sequelas do zika vírus não é aborto, é saneamento básico e educação! O que impede as mulheres de morrer ao se submeter a práticas ilegais de aborto não é legalização do procedimento grotesco do aborto, mas sim um trabalho de educação e inserção social junto às classes mais baixas! Não adianta legalizar o aborto sem resolver o problema da miséria moral que assola as classes mais baixas. Incoerentemente, são os mesmos intelectuais e políticos que defendem uma sociedade inclusiva e igualitária, que acolha e respeite todos os diferentes (deficientes mentais e físicos) e as diferenças (de religião, de opinião, de opção sexual), que defendem que as mães dos chamados "imperfeitos" os aniquilem antes mesmo de nascer, promovendo uma inequívoca eugenia. Ora, que inclusão é essa que exclui os imperfeitos do direito de nascer? Como pode ser intitulada de inclusiva a sociedade que tira do diferente o direito de existir? Se quisermos viver em uma sociedade livre e igualitária, devemos lembrar que a liberdade humana encontra seu limite no direito à vida, que lhe é anterior. Oxalá não caiamos na tentação de inverter a pirâmide de valores nos quais se fundamentam os direitos humanos! Oxalá não tenhamos uma sociedade pautada nos direitos desumanos!
ISABELA DE ARRUDA CAMPOS BACCARIN (advogada) – Londrina

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