OPINIÃO DO LEITOR
Dívida eterna
A dívida do Brasil já passou de interna e virou eterna. Cada brasileiro já nasce devendo R$ 12,7 mil. Como o juro no Brasil é mais de 200% ao ano, o coitado não paga nem o acréscimo de seu débito. O governo do PT, através do seu criador, Lula, se vangloria de ter pago a dívida com o FMI, mas não explica de onde tirou o dinheiro para isto. Dizia que o povo brasileiro passava fome porque tinha que pagar juro para os bancos americanos. No início de 1995, o Brasil tinha uma dívida interna de R$ 62 bilhões e agora deve R$ 2,65 trilhões, sendo que o juro da dívida interna é muito mais caro. A única vantagem é que o governo não precisa pagar com dinheiro, ele cobre com o sacrifício do povo, com medidas como corte de investimentos em coisas básicas: na saúde, na educação, segurança. Ou seja, como é uma dívida eterna, a sociedade paga pela eternidade, nascemos devendo e morremos devendo, e de acordo com a incompetência de quem está no comando, a dívida aumenta para cada um que nasce e só ficamos livres quando morremos. Assim caminha a humanidade. Os brasileiros pelo menos aprenderam a não acreditar em mentiras e descobriram que somos nós quem ditamos as regras do jogo. Porque falastrões sempre vão surgir, mentirosos não acabam nunca.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
Respeito às leis
No último dia 30, aconteceu na Acesf o velório do policial morto. Acredito que fechar a Avenida JK no trecho da capela mortuária fez-se necessário devido ao grande número de pessoas presentes e ao risco. Os inconvenientes causados foram poucos. Meus pêsames aos que perderam seu ente querido. Mas muitos estacionaram as viaturas no canteiro central, ou seja, a lei foi desrespeitada pelos que primeiro deviam protegê-la e dela sobrevivem. Ora, a via estava interditada, não podiam estacionar na rua? Precisavam compactar o pouco de solo permeável que temos? Já viram aquele trecho em dia de chuva forte?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina
Atitude condenável
Recentemente, quando da falta de água que tivemos, um dos maiores supermercados da nossa cidade, aproveitando-se da alta demanda do produto, comercializou o galão de água de 6 litros por R$ 16. Fiquei pasmo e revoltado com o preço, e por isso fui a duas outras redes de supermercados, nas quais o galão era comercializado na faixa de R$ 7,70. Práticas abusivas como essa são repudiadas pela sociedade. Empresários que ao invés de se solidarizarem com os seus clientes em momentos difíceis se aproveitam para obter mais lucros devem ser execrados.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina
Cotas raciais para quê?
O leitor Ricardo Laffranchi (Opinião do Leitor, 02/02) colocou o dedo numa ferida que tento cicatrizar há mais de um quarto de século sem ser ouvido. Em vez de atacar diretamente as causas do problema, as cotas raciais, a qualquer título, só atacam as consequências e o problema se perpetua. Um projeto de minha autoria, que nasceu no Departamento de Matemática da UEL, em 1990, quando lá militava, é a solução para o problema. Posso afirmá-lo com convicção graças à sua implantação no curso de Matemática da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a partir de 1998, sem nossa autorização, diga-se de passagem. Quanto à UEL, até hoje não se dignou sequer a examinar a proposta. Até quando? O projeto denomina-se Sistema de Inclusão Educacional (SIE)/Processo Seletivo Interno Universitário (Psiu). Consiste em fazer um vestibular específico, não multidisciplinar, e em triplicar as vagas iniciais do primeiro ano, quando os alunos disputam as vagas definitivas. A Ufes, que no curso de Matemática formava oito alunos em 50 vagas, passou a formar uma média de 25,5 alunos por turma nos dez primeiros anos (20022012). Com um sistema desses, para que cotas raciais? Digo mais: para que Enem? Recentemente apresentei o projeto à Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde foi muito bem recebido. As esperanças se renovam.
JOSÉ CARANI (professor aposentado) - Cambé
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