Opinião Atualizado em 08/02/2016, 00:01
OPINIÃO DO LEITOR
O Brasil está perdendo a guerra contra o mosquito da dengue, está perdendo a corrida para o caramujo africano, perdendo a Copa para a Alemanha, perdendo a Fórmula 1 para o Hamilton, perdendo a vontade de trabalhar, perdendo a vergonha nos carnavais, quando todos mostram tudo, perdendo a guerra do trânsito para os "pingaiadas" que matam e saem cedo da cadeia, rindo das leis obsoletas que andam de marcha ré neste país de bananas de pijamas. O Brasil vai perder as Olimpíadas. Como é fácil fazer previsões em um país de terceiro mundo que não se coloca no seu lugar! Brasil, volta para o fim da fila!
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
O recente edital da Lei Municipal nº 8.984 (Incentivo à Cultura) do município de Londrina desconsidera uma das características básicas de toda lei: sua generalidade. Ao privilegiar um segmento, agride a cláusula pétrea da nossa Constituição que estabelece que "todos são iguais perante a lei". Determina esse edital que "podem inscrever projetos pessoas jurídicas de direito privado, de natureza cultural e sem fins lucrativos, sendo vedada a inscrição de pessoas físicas". Além disso, exige a apresentação de um "histórico de atividades (breve currículo) da pessoa jurídica que credencie para a execução do projeto", fixando que "a não apresentação dos documentos mencionados inabilitará o projeto". Com isso, legalizou injustamente um monopólio cultural e estabeleceu uma espécie de reserva de mercado para as pessoas jurídicas que já atuam na área, banindo dessa oportunidade qualquer outra constituída recentemente, com pessoas capazes e representativas de um determinado segmento cultural, bem como produtores independentes (pessoas físicas), desconsiderando sua capacidade e desmerecendo a relevância de seus projetos.
LOURIVALDO PEREZ BAÇAN (escritor) - Londrina
Todos nós sabemos que a erradicação da epidemia de dengue, de zika vírus e de chikungunya depende, fundamentalmente, da eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti (odioso do Egito), especialmente em grandes centros urbanos. O que pouca gente sabe é que já foi desenvolvido, nos laboratórios da empresa Oxitec (de titularidade da Universidade de Oxford, Inglaterra), um mosquito geneticamente modificado, cuja missão é exterminar o Aedes aegypti. Os mosquitos conhecidos como OX513A já foram testados nas Ilhas Cayman, no Brasil e no Panamá, reduzindo as populações de mosquitos alvos em mais de 90%. Esses mosquitos geneticamente modificados do sexo masculino, que não picam nem transmitem doenças, são liberados para acasalar com as fêmeas selvagens do Aedes aegypti. Sua prole então herda um gene autolimitador e morre antes de atingir a idade adulta, antes que possa se reproduzir ou espalhar doenças. Para produzir mais mosquitos OX513A, em projetos de controle, o gene autolimitador é desligado usando um antídoto (o antibiótico tetraciclina), o que permite que os mosquitos voltem a se reproduzir naturalmente. No meio ambiente, este antídoto não está disponível e assim a população da praga, com o decorrer de sucessivas gerações, é suprimida. Esse mosquito geneticamente modificado já foi aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para lançamento em todo o País e o município de Piracicaba (SP) lidera a primeira parceria do mundo para a sua liberação no meio ambiente. Resta ao Ministério da Saúde e à Anvisa cumprir a sua missão, autorizando a produção em grande escala do OX513A. A guerra, ao contrário do discurso da Presidência da República, não está perdida!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina





