OPINIÃO DO LEITOR
Acorda, brasileiro!
Você tem ideia de quantas dezenas de milhares de pessoas hoje estão sofrendo por estarem adoentadas e necessitando de remédios, atendimentos médicos e hospitalares ou que já morreram por falta deles? Em função das péssimas condições das nossas rodovias, pela falta de pistas duplas, triplas etc? Por não terem uma alimentação digna da sobrevivência, ou até por não terem nenhum tipo de alimentação? Você tem ideia de quem são os responsáveis por todas essas mortes, e pelas dezenas de milhares que teremos nos próximos anos? Os responsáveis diretos por tudo isto somos nós e os políticos. Nós, porque não sabemos escolher os nossos políticos, porque somos acomodados e passivos e não batemos panela. Ulysses Guimarães já dizia que o político só tem medo do povo na rua. Os nossos governantes fazem o que bem querem, e nós nada fazemos. O pacote anticorrupção, que precisava de 1,5 milhão de assinaturas em seis meses, teve 1,2 milhão de assinaturas, ou seja, menos de 1% dos eleitores (1.428.220). Precisamos falar mais alguma coisa sobre a nossa acomodação? Políticos: porque administram em causa própria, são corruptos e mentirosos. Não se penalizam com os problemas e necessidades do povo. Para finalizar, não poderia deixar de criticar a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, num país que tem inúmeras outras prioridades: saúde, educação, segurança etc.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Entre a cruz e a espada
Há 2 mil anos, um homem justo, inocente e preocupado com os seus semelhantes foi condenado, à revelia, à morte. Era o mais inocente dentre os inocentes. O povo preferiu poupar Barrabás, "o ladrão". Hoje vemos milhares de Judas e Barrabás espalhados pelo País, nos Legislativos, Executivos e até no Judiciário, com raras exceções, traindo e entregando nosso país. É vergonhosa a atuação desses senhores, causando inveja aos mais antigos e famosos "mafiosos italianos". Falcatruas na Receita Estadual na ordem de R$ 800 milhões; desvios na Secretaria de Educação, assinando "aditivos" em obras que sequer saíram do chão, ou seja, sem o mínimo de fiscalização. O dinheiro do Tesouro do Estado tem dono; infelizmente não é o povo paranaense, já que os "gatos" comeram.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
O general Aedes
O general Aedes aegypti, depois de "derrotado" na década de 50, quando o Brasil erradicou (?) o mosquito, voltou com força total e com armas mais poderosas, além da dengue (a febre chikungunya e o vírus zika). O poder público e a sociedade não prestaram atenção e não tomaram providências nos últimos anos enquanto o general Aedes ampliava seu domínio. Além de uma logística de dar inveja, fez aliança com o poderoso "exército de sujismundos", humanos especialistas em produzir lixo por todas as cidades e em todas as camadas da população. Então simples passeatas de conscientização não irão vencer o poderoso general Aedes, ele está bem protegido. A aplicação do fumacê tem resultado duvidoso, não resolveu. O combate deve ser aberto, agressivo, pois "estudos em gabinetes" e "falas de políticos" não ganham a guerra. Parece que a picada só vai incomodar quando chegar às casas dos vereadores, deputados, senadores, ministros do STF e membros do Poder Executivo.
JAMES BUSSMANN (bacharel em Ciências Contábeis) Londrina
Um abuso
Ninguém ignora que 2015 foi ano de aperto em todos os sentidos. As causas todos conhecem bem. Não há perspectivas de melhora para 2016, pois a amostra do primeiro mês concluído já foi de desanimar. Há anos a tabela do Imposto de Renda vem sendo majorada em níveis sempre abaixo da inflação oficial. Estima-se uma defasagem que pode atingir 70% ao longo dos anos. Agora, para 2016, não foi diferente. Para uma inflação calculada pelo IPCA em 10,57%, a atual tabela foi corrigida entre 6,5% (para as faixas mais baixas) e 4,5% (para as faixas superiores). Essa correção em porcentual inferior à inflação significa apenas que os impostos, de acordo com a tabela, estão tendo aumento camuflado de, no mínimo, 4%. É ou não é um abuso de poder?
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) Londrina
Errata
Na matéria "Incentivo para renovação da frota de táxis" (Cidades, 04/02), o nome do diretor de Mercado e Relações Institucionais da Fomento Paraná é Luiz Renato Hauly.
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