OPINIÃO DO LEITOR
Urnas eletrônicas
Chegam notícias dando conta de que serão adaptadas impressoras nas urnas eletrônicas de votação. Só o fato do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitir a instalação de impressoras nas urnas já existentes já demonstra que pode existir algum tipo de fragilidade nas mesmas. Penso que, além de serem extremamente caras para o contribuinte, essas adaptações (de impressoras) que se tornam obsoletas rapidamente não resolvem a questão quanto à lisura necessária ao processo eleitoral, já que não serão os papeizinhos impressos que serão contados à vista de todos. Podemos até acreditar nas falas de experts, de que as urnas são seguras, que não falham, a exemplo dos caixas eletrônicos bancários. As dúvidas que se tem não são referentes à parte eletrônica das mesmas, e sim quanto aos "humanos" que apertam os botões, lá no grande computador: para onde são enviados todos os dados das urnas? Temos visto pela imprensa que, com grande facilidade, piratas denominados hackers entram até mesmo nos mais sofisticados computadores, inclusive dos Estados Unidos, e fazem as manipulações que bem entendem. Como dizer, então, que computadores são invulneráveis? E, a propósito, lá (Estados Unidos), o país mais evoluído do mundo, as eleições são na base das cédulas de papel. Por quê, hein? O argumento de que a apuração é rápida é irrelevante. Antes demorar o que for necessário, fazendo as contagens das cédulas de papel, do que pairar certas dúvidas. E, para finalizar, você, eleitor, viu ou participou efetivamente da apuração de alguma urna eletrônica, ou simplesmente, como um espectador, ficou diante de um painel vendo o que colocam por lá?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Sistema injusto
Como funciona o poder público em cima da sociedade civil? Se você passar no farol vermelho ou estacionar em local proibido, você é multado porque não obedeceu à ordem e tem que ser assim. Agora, quando você não encontra a identificação do sinal ou uma placa indicando o nome da rua que você procura, quando estoura o pneu ou quebra o carro porque o poder publico não respeitou a lei, não manteve a ordem e não colocou a placa indicativa, não tapou o buraco da rua, você não tem seu direito respeitado. Você não tem a quem recorrer, aí está a injustiça de um poder sobre o outro. Essa injustiça é aplicada no povo a vida toda. Diz-se que a justiça é para todos e que você tem o direito de ir e vir. Só não falam que é para todos os que podem pagar! É como na saúde, todos têm direito a ela, só que muitos morrem de doenças crônicas pela demora do atendimento. Por que tem que ser assim? Por que quando um político desvia dinheiro e compra bens caríssimos com o produto do roubo não devolve imediatamente o dinheiro desviado? Aquele que se forma na faculdade pública com o dinheiro de todos depois explora o coitado que não estudou. Isso está correto? Quem explica?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
A arte de sobreviver
Em meio ao apocalipse na terra roxa, Paulo Briguet, em sua preciosa coluna, clama ao Pai celestial para que nos ensine "a arte de sobreviver". Ele está correto. Embora nosso atual momento seja detristeza, cara feia e ódio, isso não irá nos ajudar. Pelo contrário, adoecemos e contagiamos nossa família, amigos etc. "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz": nesta prece, São Francisco nos apresenta o caminho. Ou seja, neste momento de atribulação que vivemos, não existe solução milagrosa para tudo, mas podemos diminuir as forças negativas. Segundo Leonardo Boff, "tomando o partido do amor, tiramos a força do ódio; sendo alegres, animamos os tristes; alimentando permanentemente a esperança, não deixamos que o desespero tome conta de nossa vida. Quer dizer, não podemos tirar o mal deste mundo. Mas podemos diminuir-lhe a força e impedir que tome conta de todos os espaços. É a parte sadia que vai curar a doente". O apóstolo Paulo nos exorta à "fé, esperança e caridade", com destaque para esta última virtude. O cantor Moacir Franco resumiu assim: "A parte mais importante do corpo humano é o ombro. Quem não tiver o ombro para receber o irmão não merece o cérebro e o coração".
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) Londrina
Errata
Diferentemente do publicado no Informe Folha (31/01), a Câmara de Londrina repassou para a administração municipal R$ 735 mil, e não milhões, oriundos de rendimentos de juros de aplicação do fundo especial para manutenção do prédio do Legislativo.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





