Livre comércio de serviços
O Brasil vem enfrentando uma série de manifestações e confusões nos grandes centros, onde taxistas se mostram revoltados com a atuação do Uber, um sistema maravilhoso de serviços de carona que levam pessoas de um local ao outro prestando um serviço muito melhor que o táxi convencional - e por um preço relativamente mais baixo. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas vão às ruas reclamar dos aumentos de passagens de ônibus, vans, trens e metrôs, que todos os anos inflacionam incrivelmente, e muitas vezes sem prestar as devidas contas. Além desse contexto, somos obrigados a pagar todos os dias por serviços controlados pelo governo, que limita a um número que ele considera ideal de prestadores para regular o mercado. O governo não tem sequer a capacidade de gerir suas tarefas mais básicas, como saúde, educação e segurança, mas ao mesmo tempo quer travar o livre comércio nesses setores que são de suma importância para o cidadão comum. Qual o problema do Uber? Ele vem agregar e melhorar o sistema de transportes, fazendo com que as pessoas utilizem menos seus veículos próprios. Por que não existem empresas alternativas de transporte de passageiros em ônibus? Seria muito mais fácil abrir a concorrência e liberar aos empreendedores colocar mais ônibus nas ruas trabalhando em rotas que tenham demandas, e dessa maneira oferecer serviços melhores e mais baratos. O livre comércio é senhor de si próprio, e se molda sempre em favor do consumidor.
VALMOR PEDROSO DA SILVA (comerciante) – Londrina

Dilma no Congresso
Quem assistiu à ida da presidente Dilma ao Congresso Nacional, na abertura dos trabalhos legislativos do corrente ano, teve a decepção de ver algo lamentável sob todas as óticas. Foi uma somatória de desgoverno e um Congresso ineficiente e improdutivo por excelência. O governo foi vaiado pelos parlamentares ao tocar no restabelecimento da famigerada CPMF, tributo que se constitui fruto de obstinação do Executivo. A rigor, sobre isso, a ladainha se arrasta sorrateira, armada de maneira imoderada e insensata por um bote; de modo matreiro, exibicionista, orgulhoso e presunçoso, como se o indigitado tributo fosse a "salvação da pátria". A propósito, cabe aqui o aforismo: "Tudo está dentro da pedra, só são raspadas as saliências desnecessárias". Quando a sociedade clama por uma ação de governo a fim de ver o País crescer, assiste na verdade a buscas tantas vezes irreais, cuja justiça se refugia em campos extensos sem uma pedra de sentar, sem um momento de pensar, sem uma gota de esperança para oferecer. Estes fatos agregam circunstâncias que fazem espelhar a reprovabilidade do governo, não lenindo nem mitigando a situação do Congresso, que por sua vez se mostra absoluto em ineficiência. Só nos resta indagar: para onde vamos? Ou em outras palavras: o que fazer?
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) – Ibiporã

Não é faroeste
Impossível não se indignar com a situação do município de Londrina: apesar de passar a impressão, não estamos em uma terra sem leis, sem poderes constituídos e no meio de um filme de mocinhos e bandidos. Nenhuma ação de poderes paralelos (dos ditos fora da lei, pois até mesmo esse conceito é subjetivo em nosso País na atualidade) pode ser respondida com mortes e ação de outros poderes paralelos, travestidos de justiceiros ou de repressão a um ato covarde. A violência tem várias faces e deve ser analisada dentro de um contexto, não de forma isolada. A solução não está somente na repressão. O momento exige participação do município e Estado, ações em conjunto e posicionamento. Nos filmes de Hollywood, bang-bang, pode até ser interessante; na vida real, gera mais violência, e não se separa de fato quem é o mocinho e quem é o bandido.
JACQUELINE MARÇAL (professora) – Londrina

Errata
Na legenda da foto da reportagem "Franca expansão" (Economia&Negócios, 03/02), o nome correto de um dos fundadores de uma rede de franquias de clínicas odontológicas é Fernando Massi.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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