Falha nossa
Diante dessa avassaladora onda de violência, a qual conclusão chegamos? Falha nossa! Votamos mal, não temos representação política, sequer podemos contar com um movimento organizado, pela sua inexistência. Como cobrar das autoridades, exigir providências? A lei esdrúxula do Estatuto da Criança e do Adolescente acabou com o País! Sequer podem trabalhar honestamente, são levados ao crime por bandidos da pior espécie. Estamos atados diante da lei, assistindo à violência, às mortes? Afinal, quem pode mais: o povo ou os políticos? Polícia ou bandidos? Não passou da hora de mandarmos no País?
Moisés dos Santos (entregador de gás) - Londrina

Seguro defeso
Está configurado mais um golpe contra os pescadores artesanais, o fim do seguro defeso. Seguro este de suma importância na preservação e continuidade da biodiversidade de espécies de peixes dos rios, diversidade esta que já está gravemente ameaçada pelas poluições causadas pelas cidades, pela construção de hidrelétricas e também pela exploração do agronegócio das áreas ribeirinhas. É espantoso e mirabolante a decisão tomada pelo Ministério da Agricultura em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (Portaria 192/2015), extinguindo o defeso, arguindo que não há necessidade de pagamento, já que não há espécies em perigo iminente de extinção, assim como assina um atestado de incompetência na fiscalização do repasse do recurso, onde há indícios de fraudes. E talvez o pior, esta maligna ação foi corroborada pelo ministro Lewandowski, presidente do STF. Diante de tais medidas impositivas e ditatoriais, os estudos técnicos das universidades e entidades de pesquisa são considerados falácias. Com certeza, essa medida libera novamente a pesca no período de defeso, destruindo todo o trabalho desenvolvido, com consequências irreparáveis à natureza aquática. Três pontos devem ser considerados: 1) irresponsabilidade monumental de quem toma estas decisões; 2) o seguro defeso, criado pelo governo, foi um programa puramente eleitoreiro e ilusório; 3) os pesquisadores e técnicos são uns bobos, não sabem de nada.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Vergonha do pedágio
O preço exorbitante do pedágio em nosso estado é uma vergonha. Alguns defendem, pois acham que as concessionárias têm que receber uma fortuna para pintar as faixas e alguma tapação de buraco. As estradas do Paraná foram construídas pelos nossos antepassados, não por esses donos do poder que fazem o que querem com o povo fraco, infelizmente. Querem renovar o contrato para continuar tudo da mesma maneira. O povo fica brigando por centavos nas passagens de ônibus e paga fortunas nos pedágios. Coam um mosquito e engolem um camelo. Todos têm direito de ir e vir desde que paguem o que as concessionárias quiserem.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Ouro Verde
No próximo dia 12, completaremos quatro anos sem o Teatro Ouro Verde e, pelo "andar da carruagem", ainda vamos ter que aguardar mais um longo tempo para a sua reinauguração, mesmo com todo o otimismo de que "no Paraná, o melhor está por vir". Lembram-se? Impressionam, e nos causam indignação, a lentidão e a paralisação de obras do governo estadual em Londrina. De outra parte, uma ínfima verba federal e recursos da prefeitura, num total de R$ 8 milhões, permitiram o início das obras do futuro Teatro Municipal. Conseguiram erguer apenas a armação em concreto do prédio, orçado em R$ 80 milhões. Sem forte representatividade política para atrair verbas federais, o novo teatro será mais uma novela, bem igual (ou até mais longa) à da instalação do ILS no Aeroporto de Londrina. Quem sabe, no centenário da cidade, em 2034, mesmo com mau tempo, o aeroporto já esteja operando com o referido aparelho e o ministro da Cultura possa aterrizar aqui para inaugurar o novo teatro.
Ludinei Picelli (administrador de empresas) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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