Servir e proteger
Não se pode afirmar quem são os culpados pela chacina, mas é imprescindível reconhecer que temos tratado muito mal aqueles que nos servem e nos protegem. O olhar lancinante e desconfiado que dirigimos a eles é um peso a mais na difícil tarefa cotidiana de nossos defensores. É indispensável um plano de recuperação da autoestima deles, que até para fazerem "bicos" precisam de "licença" da sociedade. Caso contrário, pode-se repetir em Londrina o mesmo que já vem ocorrendo em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro: o surgimento de um corpo de tropas de segunda linha.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor de sociologia) - Londrina

Cotas raciais para quê?
Muito tem se criticado o programa federal de reserva de cotas raciais na disputa por vagas nas universidades públicas e para preenchimento de cargos públicos. O leitor deve estar intrigado como isso é possível se, diante do advento da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei (art.5). Acontece que, desde o ano do seu descobrimento (1500) até a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel (1888), o Brasil viveu, por 388 anos, alimentado pelo regime escravocrata de negros e de índios. A herança de marginalização desses brasileiros é enorme e precisava, de alguma forma, ser compensada. A própria CF/1988 estabelece como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art.3). O povo brasileiro, enquanto nação que almeja alçar a condição já conquistada pelos países desenvolvidos, precisa se despir dos casuísmos e entender que o bem comum é fruto da árvore denominada amor ao próximo (historicamente ou atavicamente menos favorecido).
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

Por que me trata assim?
Acreditava que poderia viver em um país que pudesse me dar o básico, ainda mais com tantos impostos sendo cobrados e o volume de arrecadação altíssimo. Percebi que meu esforço é sempre em vão, quando vivemos em uma sociedade travada pelo medo e individualismo ou simplesmente sem tempo. Sem tempo de cobrar seus direitos, sem tempo de aprender a exigir aquilo que por direito é seu. Refletindo sobre meus impostos que estão sempre sendo cobrados, me pergunto: onde está o meu dinheiro? Com certeza, não está indo para a Universidade Estadual de Londrina ou qualquer sistema de educação. Por que o governo fica sempre golpeando minha educação, sempre me maltratando e tentando matar minha formação? Pago seu salário direitinho, dou até benefícios, nem cobro por aquilo que você leva sem pedir, por que você quer arruinar a minha formação? Será que a ganância é mesmo o meio mais forte de acabarem com um povo, sociedade, estudantes? Por que você quer acabar com a minha UEL? Se eu seguir sua lógica, então já que não estou recebendo o retorno dos meus impostos, nada mais justo que eu não os pague, correto? Por que o Decreto nº 2.879 de 1/12/2015?
SIMONE N. R. NOVAIS (estudante) – Londrina

Recape de ruas
Quando o povo reclama que a atual administração municipal só tem olhos para o centro da cidade, o prefeito fica brabo. Os bairros estão abandonados à própria sorte, sofrendo com buracos e mato alto, principalmente após as fortes chuvas. Enquanto isso, o centro da cidade e alguns bairros de classe alta são tratados com toda a atenção. Ruas centrais, que receberam recentemente recape asfáltico, estavam com o asfalto em boas condições sem as crateras e defeitos que estragam nossos carros nas ruas da periferia. Com relação ao mato, nos bairros, a equipe de roçagem faz o serviço quando o mato alcança 1 metro de altura, enquanto que na Madre Leônia, por exemplo, roçaram no dia 27/1 sendo que o mato estava baixo. O carnê do IPTU do centro é mais bonito que o dos bairros?
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de recursos humanos) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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