Brasília e a PR-445
Passo todos os dias pela PR-445 no trecho entre a Avenida Dez de Dezembro e a Gleba Palhano e fico intrigado com a demora na finalização da duplicação desse trecho de poucos quilômetros, de um total aproximado 15 km. Observa-se que em torno de dois anos a duplicação da rodovia ainda não foi entregue para a sociedade pagadora de impostos. Por outro lado, em 1956 iniciou-se a construção de Brasília e terminou em 21 de abril de 1960, em um período de 44 meses aproximadamente. Entretanto, já naquele tempo a construção se deu de forma precária com maquinários que não são os mesmos que hoje dispomos. Tive oportunidade de visitar o Catetinho, de onde o idealizador da metrópole Juscelino Kubitschek governava o Brasil. Hoje no Catetinho estão expostos carrinhos de mão, picareta, enxada, enxadão, foice e outras ferramentas utilizadas na construção como patrolas. Com a mão de obra dos brasileiros vindos de todos os cantos construiu-se dezenas de avenidas e ruas e com toda a infraestrutura, além das edificações. Por que em mais de dois anos não se termina uma duplicação de um pequeno trecho, em uma via já existente onde não foi necessário derrubar árvores, somente onde está sendo necessário construir cinco viadutos ou pistas elevadas? Por que tanta demora? Quanto tempo mais ainda teremos que esperar?
ANTONIO SIMIÃO (advogado) – Londrina

Cartilha petista
O comentário do sr. Paulo R. Sanitá (Opinião, 13/1) é o surrado e requentado discurso petista. É praxe na linguagem deles: que o Brasil somente passou a ter governo de verdade a partir de 2003 quando Lula chegou ao poder, que quem critica o PT necessária e obrigatoriamente é eleitor do PSDB e que, se governos anteriores foram corruptos, os governantes petistas também têm todo o direito de roubar. Pelo menos é o que se deduz das observações do missivista. Reafirmamos, sim, que o PT está conduzindo o País ao caos. Os brasileiros conscientes já vislumbraram que as conquistas sociais conseguidas, desde a implantação do Plano Real, estão "fazendo água". Com o fracasso da gestão Dilma Rousseff, permitindo que o desemprego atingisse 9% e a inflação passasse dos 10%, essas conquistas estão sendo jogadas no lixo. Com importantes dirigentes da alta cúpula petista condenados e na cadeia (ainda faltando o seu principal personagem), com toda a ladroagem governamental escancarada e desfalques bilionários nas estatais, o missivista se omite com relação à gravidade da situação e não cita uma palavra, sequer, sobre a criminosa corrupção do governo que defende. Prefere alimentar a idiotice de um confronto entre ricos e pobres, hipocritamente apregoado pelo palanqueiro Lula, que só serve para disseminar discórdia entre os brasileiros. Por quê? Ocorre que o referido leitor é presidente de um sindicato de trabalhadores rurais e, por consequência, tem interesses e comprometimento com o sistema podre que aí está.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Quadro Negro
Sobre a nota "Quadro negro" publicada na coluna de Luiz Geraldo Mazza (Política, 19/1), não é verdade que o processo foi encaminhado à Procuradoria Geral da República por envolver o governador Beto Richa. O caso chegou à esfera federal por ter, entre os citados, o ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná Durval Amaral. O governador não foi citado no despacho encaminhado pelo procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia. Quanto ao empresário Luiz Abi Antoun, ele jamais ocupou cargos no governo do Paraná, e muito menos influenciou qualquer ato administrativo, foi apenas citado em depoimento por ex-funcionária da construtora Valor. No entanto, segundo o promotor de Justiça, Felipe Lamarão de Paula Soares, um dos investigadores da Operação Quadro Negro, a referência foi "frágil", sem trazer qualquer elemento que justificasse a sua denúncia à Justiça.
SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL – Curitiba

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