Desastre ambiental em Tamarana
Em Tamarana os desastres causados pela chuva são piores do que parecem. A cidade tem um lixão a céu aberto localizado a nada mais que 50 metros das margens do Rio Apucaraninha, que banha a aldeia indígena e movimenta a usina hidrelétrica de mesmo nome antes de desaguar no Tibagi. Há anos a população já sofre com as queimadas e a poluição no local, que é habitado por várias famílias moradoras de pequenas chácaras. Com as chuvas da última semana, o rio atingiu um nível histórico, inundando grande parte da área do lixão, causando um imenso prejuízo social e ambiental. No entanto, as questões econômicas parecem ser mais uma vez colocadas em primeiro lugar. As administrações locais se sucedem, mas o discurso cínico permanece: fica "mais em conta" pagar a multa pelo uso do lixão do que construir um aterro sanitário – diz a secretaria do Meio Ambiente.
VINÍCIUS MARCONDES ARAÚJO (estudante) – Tamarana

O manifesto dos 105
Os advogados dos indiciados na Operação Lava Jato, especificamente aqueles que receberam milhões em honorários para relaxar as prisões preventivas já decretadas e adotaram a estratégia de proibir seus clientes de assinarem delações premiadas, estão indignados com a condução dos trabalhos realizados pelo Ministério Público Federal, com o apoio da Polícia Federal, e, como não conseguem sucesso nos habeas corpus impetrados, resolveram encabeçar um manifesto comparando as decisões do juiz natural da causa aos atos praticados pela inquisição medieval. Acontece que, até agora, o juiz federal titular da 13ª Vara Criminal da subseção de Curitiba, Sérgio Moro, não cometeu qualquer arbitrariedade ou ilegalidade passível de correção pelo TRF-4, pelo STJ ou pelo STF. Advogados do naipe de Antônio Carlos de Almeida Castro (também dono de badalado restaurante frequentado por senadores, deputados federais e pelo jet set de Brasília) e de Técio Lins e Silva (notável defensor de presos políticos no período da ditadura militar - 1964/1985) sabem que, após a passagem do saudoso criminalista Márcio Thomas Bastos no Ministério da Justiça (responsável pela modernização e instrumentalização do departamento da Polícia Federal), o manjado procedimento processual de plantar nulidades para colher prescrições de pretensão punitiva do Estado não funciona mais! O MPF trabalha hoje com tecnologias de investigação inimagináveis no século 20. Temos cooperações internacionais que descobrem tudo em qualquer lugar do planeta. O juiz natural da causa já sabe interpretar provas produzidas através de "big data". Ele não tem saída e, diante de indícios irrefutáveis, acaba sendo obrigado, pela lei, a decretar prisões preventivas difíceis de revogação, especialmente quando tudo é referendado pelas delações premiadas. Aos advogados dos indiciados (políticos e empresários de alta capacidade financeira), para justificar o insucesso das suas atuações, só lhes resta jogar para a torcida. Está descortinada a hipocrisia contida no manifesto assinado pelos procuradores criminalistas que atuam na defesa dos indiciados na Lava Jato e publicado na imprensa. A lei é dura, mas deve ser respeitada!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

Desgoverno estadual
Infelizmente, estamos atravessando uma das piores crises políticas do Brasil e do Paraná. Vamos esquecer um pouco o Brasil e ver o que acontece no nosso Estado, na nossa cidade. Temos um governo estadual que conseguiu o troféu incompetência do ano. Um bom exemplo é a PR-445. Uma duplicação de 17 Km que já dura dois mandatos desse governo. Além da demora, o governo contratou uma empresa de quinta categoria para o serviço. Nem terminou a duplicação e a rodovia já está se deteriorando. Será que não tem fiscalização? Pelo jeito não. Ou será que tem maracutaia ali também? Por que que a gente, cidadão de bem, tem que ser obrigado a engolir isso? Só falta quando terminar a obra de pouca vergonha Beto Richa vir aqui para inaugurar e o povo ficar batendo palma.
DJALMA SANTOS GOMES (empresário) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup