OPINIÃO DO LEITOR
Manifesto contra a Lava Jato
Li na coluna "Informe" (Política, 15/1) que os advogados que trabalham para os acusados da mais variada gama de crimes contra o Brasil e os brasileiros, através da Operação Lava Jato, reuniram-se com outros tantos e redigiram um manifesto contra a citada operação. Segundo a coluna, são "dezenas de advogados", o que nos leva a crer que os réus ainda dispõem de um bom lastro monetário para que possam pagar os honorários de tão ilustres causídicos. Mas o que mais chamou minha atenção é que me parece que os notáveis defensores de políticos, empreiteiras e seus administradores chegaram à conclusão de que não há mais condições de apresentar provas de defesa que tenham respaldo legal e resolveram, então, utilizar uma velha regra: quando não há como me defender, a única saída é atacar e tentar colocar sob suspeição aqueles que trazem a público os erros que cometi. Será que minha análise está correta? Com a palavra, os advogados que assinaram o manifesto.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina
Manifesto de advogados
Os nobres advogados que assinam o manifesto contra a Lava Jato esqueceram que, muito tempo atrás, para se organizar a sociedade os filósofos escreveram a Torá, os Dez Mandamentos, o Código de Hamurabi, a Bíblia, o Alcorão e, por fim, com a modernidade vieram as constituições e os códigos para que reis e seus apadrinhados não maltratassem o povo e vice-versa. O que fizeram com a Petrobras é hediondo: o dinheiro roubado está matando crianças, idosos, a saúde, a educação e o futuro deste país. O dinheiro roubado ainda está fora do Brasil e 200 milhões de brasileiros estão sofrendo, principalmente, os desempregados. O Brasil vai ficar mais uma década para trás.
OSMAR CARVALHO (contador) - Londrina
A mãe de todos os males
Silêncio é o nome dela. Nosso colega tira vantagem indevida do cargo que ocupa, nos calamos. A autoridade desrespeita a lei que deveria proteger, só observamos. Um mesmo erro ou malfeito tem sua gravidade aumentada ou por nós diminuída dependendo de quem comete o ato. Se quem faz é nosso pai, não é tão grave assim. Se quem comete a mesma infração é nosso desafeto, erro imperdoável. Se quem desvia recursos ou comete corrupção tem dinheiro, queremos proximidade dela. Não quero incentivar confrontos e atritos, só acho que pensariam mais antes de cometer uma infração se expressássemos nossa indignação toda vez que a sentíssemos. Próspero Ano Novo a todos.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Esclarecimento
Não é verdadeira a afirmação feita na reportagem "Beto promete ajuda, mas não cita valores" (Cidades, 15/1) em que se diz: "(O governador)Preferiu ater-se ao ajuste fiscal promovido no ano anterior que aumentou alíquotas de impostos e permitiu o repasse de R$ 8 bilhões da ParanaPrevidência para os cofres do Estado para justificar um caixa equilibrado que viabilizaria o auxílio." Em momento algum houve "repasse de R$ 8 bilhões da ParanaPrevidência para os cofres do Estado". A verdade é que a ParanaPrevidência possui hoje patrimônio financeiro de aproximadamente R$ 7,6 bilhões, que estão investidos no mercado. O repasse do Poder Executivo para os fundos de previdência (Fundo Previdenciário, Fundo Financeiro e Fundo Militar), no exercício financeiro de 2015, foi de mais de R$ 3,5 bilhões. Com vistas a garantir solvência do Fundo Previdenciário por pelo menos 35 anos, o Estado estabeleceu para si o compromisso de novo aporte de R$ 1 bilhão a partir de 2021, oriundo dos royalties de Itaipu. O governo também se comprometeu a depositar na instituição 1% do total mensal da folha de pagamento do Fundo Previdenciário, em 2030, acrescido de 1% ao ano a partir de 2031, até o limite de 22% de 2051 em diante. Ao contrário do que afirma a reportagem, o Estado tem aumentado a sua participação na formação do patrimônio da ParanaPrevidência. Para isso, foi adotada a alíquota progressiva com acréscimo de 10% ao ano sobre a parte patronal. Atualmente, o Estado contribui com 14,3%, enquanto os servidores mantém-se com os 11%. A progressividade continuará até 2023, quando a proporção será de 22% por parte do Estado e 11% por parte dos servidores.
SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL - Curitiba
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