Angústia sem ação não move o mundo
Enquanto estivermos criticando nossos governantes, fazendo uso de nossos confortáveis sofás da sala de nossas casas, nada vai mudar. A crítica vazia, não acompanhada de ação, não muda realidade alguma. Reclamamos dos políticos que temos, mas pouco fazemos para mudar os fatos. Criticamos, mas os reelegemos e, pior, geralmente o fazemos pelo simples fato de seus nomes e rostos já serem conhecidos e não pelos seus feitos, pois temos o costume de não analisar o que fizeram ou deixaram de fazer pelo Brasil e mesmo assim ganham nosso voto. Reclamamos, mas não nos disponibilizamos, não queremos nos envolver com a política, nem nós nem nossos amigos e familiares, pois política é coisa para corruptos. Sim é desagradável fazer campanha política quando seus objetivos políticos são diferentes dos da maioria dos políticos de carreira, aqueles que seguem à risca o que dizem seus marqueteiros. Fazer campanha é ser tachado de corrupto por uma grande parcela da população e saber que ela tem razão de pensar assim, pois cresceu ouvindo falar em roubos praticados por essa classe que deveria cuidar do que é de todos. O termo política infelizmente se confundiu com o termo político (onde entende-se, corrupto, aquele que se apropria do que não lhe pertence). Falo especificamente para as mulheres e jovens: se não enfrentarmos esse desafio e não nos candidatarmos nas próximas eleições, quem é que vai continuar no poder? Se não fizermos a mudança que tanto queremos, quem vai fazer? Seriam aqueles que já estão no poder há décadas e que até hoje pouco fizeram? Precisamos sair dessa zona de conforto chamada crítica. A crítica vazia não nos pode deixar com sentimento de dever cumprido, pois essa, sem ação, nada muda. Você que está lendo este texto já pensou que poderia ser a opção para o início da mudança no Brasil ou não tem coragem de se envolver efetivamente com a política por acreditar que política é coisa só para os corruptos de plantão, para as velhas raposas que já se apossaram do trono? Devemos deixar nosso comodismo de lado e fazermos algo de bom pela nossa Pátria Amada. Como diz Rubem Alves: "O triste é que muitos que sentem o chamado da política não têm coragem de atendê-lo, por medo da vergonha de serem confundidos com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs". Ainda há tempo, filie-se e candidate-se nas eleições de 2016, seja a mudança que você tanto sonha, seja a boa opção, traga a ética e venha oxigenar a política brasileira.
NILVA MEDEIROS KATAOKA (servidora pública) – Londrina

Chuvas no Paraná
A correnteza e a chuva forte levaram rio abaixo nosso governador Beto Richa, a vice-governadora Cida Borghetti e os demais políticos? Cade vocês? Como ficam trabalhadores, empresários que utilizam diariamente a PR-218, entre Maringá e Astorga? Qual a previsão para nova ponte? Descobri para que serve nosso voto: eleger pessoas para fazer política interesseira e serem celebridades de TV. É o mundo do faz de conta: o governo faz de conta de governa e nos fazemos de conta que somos governados.
LUIZ CLAUDIO DE SA BANUTH (aposentado) - Maringá

Desculpas esfarrapadas
O poder público perdeu o pudor de vez. Definitivamente julgam o povo verdadeiramente idiota. Acontece-se um tremor de terras no Nepal, em questões de minutos o mundo fica sabendo da intensidade e local do epicentro e todas outras informações cabíveis a um sismógrafo. Pode inclusive estar ou não chovendo, o mundo fica sabendo. No Jardim Califórnia, em Londrina, não é assim. A cada instante uma desculpa deslavada chega à população, ora culpando o tempo, ora culpando o sismógrafo e até mesmo Mariana (MG) e a represa da Samarco. São desculpas para, quem sabe, aliviar a provável culpada em indenizações futuras. O sismógrafo pode ter sido fabricado na Bahia e o resultado, aí sim, pode demorar mais que os do resto do mundo.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

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