Pedágio
Não poderia deixar parabenizar a leitora Jacqueline Marçal (Opinião, 10/1) que, de uma forma equilibrada e honesta, questiona esses valores absurdos, imorais e revoltantes das tarifas de pedágio no Paraná. Já me manifestei diversas vezes sobre essa imoralidade e sobre a passividade de todos nós, do Norte do Paraná, em relação a esse assunto. Realmente Jacqueline, somos tratados como seres incapazes de raciocínio por uma Justiça distante e ausente (TRF – 4ª Região – Porto Alegre), já que não temos competência política para ter um Tribunal Regional Federal e por uma classe política totalmente improdutiva, para dizer o mínimo. A maioria dos políticos quer apenas duas coisas da população: voto e distância. Precisamos nos mobilizar com urgência para banir essas concessionárias e esses nomes das próximas eleições.
CLAUDECIR MURARO (administrador) - Cornélio Procópio

CPMF: incompetência ou má-fé?
O sistema político vigente é corrupto. A falta de uma reforma política séria – reconhecida por caciques do governo – impede reformas de base. Os detentores do status quo obstruem mudanças no modelo político, econômico e social e de gestão atuais, porque o caos aí posto lhes interessa sobremaneira. Por esse "sistema" podre, a manipulação das forças dominantes é fácil e incontrolável: interesses subalternos se sobrepõem aos da sociedade. O uso dos recursos públicos sem qualquer compromisso – fundo partidário, Bolsa Família, subsídios e o modelo de gestão, dentre outros – exaurem qualquer esforço sério em prol do desenvolvimento nacional. Sem reforma política, não acontece a reforma tributária, e sem ambas o caos da gestão governamental se perpetua. É notório que melhor do que aumentar ou criar novos impostos, reformular o sistema tributário e aperfeiçoar a máquina arrecadadora (fiscalização e controle) dá mais resultados, pois é sabido que quanto mais impostos maior é a sonegação. Tanto o modelo político quanto o de gestão em vigor estão falidos. Assim, querer recriar a CPMF sem qualquer compromisso de desenvolvimento social e econômico é o mesmo que enxugar gelo. É uma farsa já conhecida, pois ao criá-la - usaram um homem íntegro, probo e competente, então ministro da Saúde – houve um compromisso de aplicação dos recursos no setor saúde e a má gestão fez sumir o dinheiro arrecadado. Se essa é a realidade, enquanto não se fizer as reformas estruturais necessárias, criar ou aumentar impostos é má-fé ou incompetência.
ANTONIO BACCARIN (advogado) – Londrina

Pobreza no Brasil
Li a brilhante matéria "Em uma década a extrema pobreza no Brasil caiu 63%" (Geral, 31/12), sendo que a maior queda ocorreu entre 2013-2014. Tenho lido muitos comentários de leitores dizendo que o PT está acabando com o Brasil. Conforme a matéria, podemos ver quanto melhorou a qualidade de vida no País. Em 2014 o Brasil saiu do mapa da fome no mundo. A extrema pobreza que era de 6,70% caiu para 2,48% em dez anos. Também em 2015 pela primeira vez 51% da população negra estava cursando o segundo grau, fato histórico, pois temos uma dívida muito grande com essa população. Foram 358 anos de escravidão. Em 12 anos foram construídas 18 universidades federais, no governo FHC zero; em oito anos do governo Lula foram 214 escolas técnicas, contra zero com FHC. Um exemplo é o estado de São Paulo que, em 20 anos de governos do PSDB, não construiu nenhuma faculdade, mas ergueu 53 presídios: investe para prender, mas não para estudar. Tivemos muitos escândalos de corrupção nos governos tucanos, todos engavetados (leiam o livro "Privataria Tucana" de Amauri Ribeiro Junior), como a compra dos deputados pelo governo FHC para aprovar a emenda da reeleição, o caso Banestado com seus R$ 124 bilhões roubados sem ninguém ser preso ou condenado. No Brasil pobres e ricos viviam separados, após 2003 com a melhoria da renda grande parte da população passou a dividir espaço, fato que incomoda a burguesia.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor familiar) – Tamboara

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