OPINIÃO DO LEITOR
Profecias
Michel de Nostradamus, que viveu no século 15, fez grandes previsões que aconteceram e provaram capacidades, no mínimo, estranhas do vidente. O nazismo foi uma dessas profecias, a qual traria: "Uma nova seita de filósofos, que despreza a morte, o ouro, as honras e as riquezas, a qual surgirá nas fronteiras da Alemanha". Se observarmos bem nesse ano de 2015, não ficou fora de seus vaticínios. De tragédias naturais, guerras, e crises, muitas profecias de Nostradamus se concretizaram com precisão incrível. Uma profecia do general Ernesto Geisel (presidente militar): "Se é vontade do povo brasileiro em promover a abertura política no Brasil, que assim seja. Mas chegará um tempo que o povo brasileiro sentirá saudade do Regime Militar. Pois muitos desses que lideram o fim do Regime não estão visando o bem do povo; mas seus próprios interesses". Infelizmente, não demorou muito, e já estamos vendo esses abutres no poder, mostrando a que vieram!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Pedágio
Fui para o Litoral de Santa Catarina e é claro que cruzei o Paraná de Norte a Sul e em toda a extensão tinha propaganda da duplicação da Rodovia do Café e das melhorias para escoar a nossa safra. Mesmo porque com o preço que se paga para andar nas rodovias, o lucro da safra fica todo no pedágio. Próximo de Santa Catarina o carro de passeio paga R$ 18, tem outro de R$ 7,40 e as outras de R$ 10,10. Quando foi instalado o pedágio o senhor Jaime Lerner disse na época que se formasse uma fila enorme as cancelas seriam liberadas até todos passarem. Vai alguém tentar passar para ver o que acontece. Por que a Polícia Federal só investiga os políticos do PT e nunca vai atrás de quem já comungou com a ditadura? Por que não vão atrás de saber com quem fica o lucro do pedágio mais caro do mundo? Não sei e ninguém sabe, só sei que foi feita uma trama tão perfeita que ninguém consegue descobrir. Foi coisa de profissional.
MÁRCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis
Corrupção, a bandeira do mal
De maneira generalizada, a mídia nacional denuncia a enxurrada interminável e contagiosa da avassaladora violência e corrupção, principalmente essa última modalidade criminosa da usurpação do dinheiro público. Cabe então indagar: qual dos dois delitos se traduz num mal maior? É de sabença trivial que o roubo se consuma pela violência e ameaça sobre a vítima, seja com uso de arma ou não. Já o crime de corrupção gravita por meio de organização criminosa ou não, via oferecimento de promessa ou vantagem indevida e ilegal ao agente público. Mas qual dos dois crimes se apresenta como pior para a sociedade? A resposta é: os dois. Enquanto o roubo, especialmente com uso de arma, torna-se algo perverso e de grande poder de destruição, corta a carne e sangra a alma da vítima, ferindo-o no seu físico e no seu ego, provocando-lhe intenso sofrimento, a corrupção se apresenta como um poderio vulcânico capaz de reduzir a pó o alicerce estrutural construído por toda uma comunidade na esperança de se alcançar benefícios do poder público em contrapartida ao pesado fardo tributário que lhe é imposto. Vale dizer: um dos mais altos do planeta. Enquanto o roubo ocorre de modo pontual, atingindo uma ou mais pessoas, a corrupção atinge a massa da sociedade por inteiro. O montante do dinheiro público desviado pelos gatunos engravatados, muitos deles sob o manto de cargos e polpudos salários advindos do erário, é de grandeza astronômica e atinge mais violentamente a camada de menor poder aquisitivo. Os crimes de roubo e corrupção são irmãos gêmeos e seus malefícios se equivalem e deveriam ser extirpados pela penalização, confisco de bens e devolução do dinheiro objeto da corrupção. A corrupção se mostra mais cruel que o próprio roubo dado seu montante incomensurável. É o dinheiro público que vai encher o bolso de meia dúzia de índole perversa, verdadeiros delinquentes em detrimento da sociedade que clama por atendimento hospitalar, segurança pública, educação e tudo o mais necessário que simplesmente não existe. Corroboram esse ponto de vista os recentes acontecimentos da Receita Estadual de Londrina, Operação Lava Jato em Curitiba, a inoperância do Incra na distribuição de terras para "apadrinhados" mostrados em rede nacional, dentre tantos inumeráveis outros casos.
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) Ibiporã
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