Tremores no Califórnia
A opinião do engenheiro Theophilo P. C. Gomes de que pode ser tratar do fenômeno "golpe de Aríete" (Opinião, 4/1), faz sentido, pois se fosse tremor de terra, acredito que se estenderia para uma área maior do que a do Jardim Califórnia. Há 15 anos, vivi num edifício que apresentava um "tranco" audível (principalmente à noite quando há maior silêncio), resultando nos frequentes rompimentos de conexões de PVC no meu apartamento do primeiro andar. Inconformado, contatei o fabricante que enviou um engenheiro com notebook e transdutor (sensor de pressão) entregando as conexões "T", "curvas" rompidas para análise laboratorial, tendo sido constatado que o problema não era do PVC (que estava dentro das especificações da ABNT), mas sim decorrente da falta de manutenção de algumas válvulas de descarga e pelo fato de o edifício não ter sido provido nas prumadas, de válvulas redutoras de pressão. O fabricante das válvulas enviou um outro engenheiro que comprovou, com equipamento semelhante, o golpe de Aríete pela falta de manutenção e regulagem das válvulas de descarga. Daí, a sugestão à Sanepar de colocar ao longo da tubulação (caso não disponha) de pressostatos (como é feito em cabos telefônicos subterrâneos de alta capacidade, pressurizados) ou outro tipo de transdutor para monitorar, a partir de um centro de supervisão, a pressão ao longo do tempo e comprovar se haveria ou não golpe de Aríete. Outra contraprova seria a instalação de sismógrafos. Tal observação daria um belo "case" fundamentado de Engenharia Hidráulica.
MÁRIO JORGE TAVARES (administrador) – Londrina

A farsa
Chega a ser estarrecedor a notícia veiculada em uma revista de circulação nacional referente à Segurança e Educação nos estados do Paraná e São Paulo. Essa revista está querendo subestimar a inteligência dos brasileiros. Alguns pontos são relevantes para mostrar que esse veículo de informação coaduna com a mentira. O estado de São Paulo que há décadas está sob o crivo do PSDB, não construiu sequer uma universidade pública e utilizou de extrema violência contra alunos que protestavam contra a reorganização escolar proposta pelo governo, que previa o fechamento de quase cem escolas da rede pública de ensino, é merecedor de nota máxima em educação, segundo a a revista? Com relação ao Paraná, infelizmente o mesmo apresenta um efetivo de policiais que está aquém do necessário: nosso Estado tem a maior carência de delegados do Brasil e no que tange à área de Educação também as universidades públicas estão sucateadas por falta de recursos e investimento do governo. Infelizmente, o Paraná protagonizou escândalos e desvios exatamente nas secretarias da Educação e Segurança com investigação do Gaeco. Lamentavelmente, o Paraná foi notícia mundial em 29 de abril de 2015 pelo massacre promovido contra os professores no Centro Cívico da capital que lutavam contra o confisco da Previdência do trabalhador. Esses atributos qualificam o Paraná a nota máxima na Segurança e Educação? Qual a nota da revista em transparência, honestidade e respeito ao leitor?
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) – Londrina

Decepção
Francamente, que decepção com os nossos governantes. Parece mais briga de foice no escuro do que comprometimento com a verdade e com os fatos. Que situação desastrosa o País se encontra, ninguém entende ninguém e com isso os interesses da Nação vão ficando para o segundo plano. Estamos vendo um cenário muito desastroso para a economia e quem paga a conta somos nós. Sabemos que a política é coisa séria que credencia ao cidadão condições de representatividade popular para trabalhar em prol do povo, mas infelizmente ela está sendo desvirtuada pela corrupção e outras coisas mais. Senhores políticos, é preciso dar um basta nessa crise e achar urgentemente soluções para fazer voltar o crescimento da nossa economia. É isto que queremos.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas

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