A vingança das Genis
Chico Buarque é um merda? Não, Chico não é um merda, mas já jogou bosta na Geni. Pois é, depois do episódio "Chico Buarque é um merda!", aliviadas e vingadas estão todas as Genis, seus esposos, filhos e familiares Brasil afora. Composta e cantada por Chico Buarque em seu álbum "Ópera de Malandro", "Geni e o Zepelim" talvez não tenha sido ouvida pelos seus detratores. Nos dias de hoje em que impera o politicamente correto, que se cerceia o humor, certamente Chico Buarque sofreria acusações daqueles que o defendem, do tipo apologia à violência contra a mulher, ouviria um rosário de Marias e lamentações sobre a falta de respeito, sobre as questões de gênero e que mesmo uma meretriz não merece ser cuspida nem chamada de maldita. Dentre tantas mulheres homenageadas em música, Ana Julia, Carolina, Madalena, Amélia "a mulher de verdade", Geni foi a que mais sofreu bullying. Chico Buarque tem seu lugar garantido no panteão dos heróis nacionais, mas olha aí um bom enredo para uma peça teatral, é o que se espera desse furdunço.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) – Londrina

Golpe?
Nas manifestações políticas, ultimamente, têm se usado muito a palavra golpe. E a estão usando no sentido de que estão nos tirando uma conquista preciosa, que é o direito de escolha de nossos representantes políticos, e aqui no caso o da presidente pelo voto democrático. Por ser essa palavra – golpe - muito forte pelo impacto que proporciona, quem a ouve dificilmente não faz a reflexão dentro do contexto e leva logo a impressão de choque, força, que objetiva subtrair algo valioso, mas de forma injusta e desleal. Então, aqui não caberia a palavra golpe já que, de forma explícita, e com todos os direitos assegurados pelo Supremo Tribunal Federal (a instância máxima da Justiça), opinam no sentido de que existem elementos jurídicos que embasam o pedido do impeachment e, com isso, a admissibilidade da abertura do processo com o seu consequente julgamento, onde será apreciado o grau e o mérito do mesmo. Assim, não existem forças, engodo, trapaças ou subterfúgios que poderiam caracterizar o tal golpe, mas sim fato comprovado e tipificado em lei como crime e que é passível do impeachment e, em cujo processo, cabe à defesa o princípio do contraditório (o que não existe em golpes) objetivando convencer os julgadores a culpabilidade e ou o grau da mesma. Ao continuar usando a palavra golpe nas manifestações, estão afirmando que as nossas instituições, principalmente o STF, não estão funcionando como deveriam e, o que é pior, estão corroborando com golpistas. Então, seria bastante racional, antes que se saia repetindo palavras, sem entender o seu conteúdo ou a conotação que dela pode advir, buscar o seu significado. Só assim podemos fazer reivindicações claras, honestas e democráticas.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Abaixo os Três Poderes do Brasil!
Segundo a coluna do Claudio Humberto (Política, 23/12), o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), relator das contas da presidente Dilma de 2014, não teria sua ficha aprovada nem para detento em presídio de segurança máxima e mesmo assim ocupa lugar de destaque. Ele foi manchete em centenas de jornais do país quando defendeu todos os desmandos e arbitrariedades da detentora do cargo máximo da política em nosso país. Além disso, o presidente da Câmara está atolado até o último fio de cabelo nos escândalos da Petrobras e mesmo assim se reuniu com o presidente do STF para decidir o futuro do julgamento do impeachment da presidente Dilma. O sr. Renan Calheiros, que já teve que renunciar a um mandato para não ser cassado por irregularidades no passado, hoje ocupa a presidência do Senado e também está atolado no Petrolão e negocia com a presidente a rejeição de seu afastamento por 180 dias caso o pedido passe pela Câmara. A população está em estado de sítio e seus direitos estão suspensos não por 180 dias, mas sim por 4 mandatos. Esse estado foi decretado por quem é nossa maior ameaça.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Impeachment
Ao leitor Manoel J. Rodrigues (Opinião, 30/12), quero lembrar que o PSDB de FHC perdeu a eleição para o PT de Lula exatamente porque não soube dividir os ganhos obtidos com a população mais pobre. O povo não acredita que a presidente Dilma vá pedir novas eleições, apenas seria melhor para o Brasil este gesto de grandeza tal qual foi para o Vaticano a renúncia de Bento 16. Seria melhor porque ela não tem a competência que se imaginou que tinha. Ao sr. Célio Borba, que também se expressou e do qual meu pensamento diverge, quero dizer que não somente o envolvimento ou o benefício direto com a corrupção devem ser punidos. Pedaladas fiscais ilegais se existiram devem causar o impeachment.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

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