AL 2015: inoperante
É com enorme tristeza que chego a esta conclusão referente à atuação da Assembleia Legislativa (AL) em 2015. Não é sensato generalizar, para o bem da verdade, alguns poucos deputados honraram o exercício de representar o povo paranaense. Algumas observações são pertinentes. Ao final de 2014, diante do entusiasmo do chefe do Executivo, foi anunciado um aumento de 56% na arrecadação, sendo esta informação verdadeira, haveria a necessidade do pacote de maldades ou do ajuste fiscal no início de 2015? Com o crivo da AL, principalmente da base aliada, os paranaenses foram surpreendidos, o que era inimaginável e temerário aconteceu: reajuste de tributos e tarifas para aumentar a arrecadação. A AL não fez uma de suas atribuições, que é fiscalizar e questionar o Executivo sobre a necessidade real do pacote. Outra decepção desta AL, com o objetivo claro de defender o Executivo, foi a criação de CPIs infrutíferas e sem nexo a toque de caixa, a grande maioria temendo e sendo contra a criação da CPI da corrupção da Receita Estadual de Londrina. Outra vez a maioria dos deputados negou o seu discurso com o objetivo maior: conquistar uma cadeira no Legislativo. A hecatombe da AL em 2015 foi concordar com o Executivo em retirar direitos trabalhistas dos servidores e confiscar a nossa Previdência. Infelizmente, a inércia da AL culminou na barbárie de 29 de abril, onde funcionários públicos foram massacrados com gás de pimenta, balas de borracha, bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. O objetivo, independentemente do sangue derramado, no Centro Cívico, era aprovar os interesses do Executivo, os direitos trabalhistas a custo de sangue foram mantidos, mas infelizmente o objetivo maior do Executivo com a concordância do legislativo foi sacramentado: o confisco da Previdência do trabalhador. Hoje o governador está com índices de aprovação baixíssimos e isso também se aplica aos deputados da base aliada. O Executivo e o Legislativo subestimaram a inteligência do povo paranaense e em 2016 a resposta poderá ser dada nas urnas.

JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina



Dilma e Aécio: quase tudo igual
Sou defensor do imediato afastamento dessa catástrofe chamada Dilma Rousseff e a convocação de novas eleições. Mas vejo a oposição muito mal representada por Aécio Neves. A única diferença entre ele e a presidente está na estrutura do corpo humano, isso é, ele tem e ela não e vice-versa.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Inocentes
Só mesmo em tempo de Natal, onde se acredita em tudo e se bebe muito, é que se pode imaginar que a presidente Dilma simplesmente pediria uma nova eleição. Todos os opositores de todos os partidos sonham com essa possibilidade. É um devaneio achar que a oposição vai fazer algo útil ao país, é acreditar em Papai-noel. No tempo de Fernando Henrique a fome e o desemprego grassavam na população mais pobre que recebia menos de US$ 100 de salário mínimo. Isso (nova eleição) é acreditar no Papai-noel montado na mula sem-cabeça sendo escoltado pelo coelhinho da Páscoa e pelo curupira. Brasileiro acredita em tudo!

MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul



Manobra política contra Dilma
Se até agora a Justiça não encontrou quaisquer indícios que comprovem o envolvimento direto ou indireto da presidente Dilma Rousseff, então creio que ela não pode ser submetida a um processo de impeachment pelo Congresso Nacional, principalmente através da Câmara Federal, na qual seu presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não tem qualquer moral para conduzir tal procedimento diante de tantas denúncias de corrupção que recaem sobre ele.

CÉLIO BORBA (aposentado) – Curitiba



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