Deixe-nos presidente
Em um país parlamentarista, quando o primeiro-ministro ou o chanceler perdem a governabilidade ou a legitimidade fazem o que deveria fazer nossa presidente: renunciam ao cargo. Isso ocorre por uma série de motivos, mas o mais importante deles, é de que a simples permanência de um líder que não consegue governar é mais deletério ao país do que o processo de sua substituição. É o que ocorre em nosso país hoje. Inobstante a decisão do STF que, ao arrepio da própria Constituição, dificultou o impedimento da presidente pelo processo de impeachment, não há mais condições de que ela permaneça no poder. Pode até ser que ela consiga amealhar alguns votos no Congresso e repila o impeachment - é o mais provável que ocorra. Porém, nada apagará a derrota já sofrida na Câmara dos Deputados. Também nada apaga sua pífia taxa de aprovação, fixada em um dígito há meses. Nada apaga sua política macroeconômica, a principal razão da crise que assola o nosso país; uma das piores da história. Nada apaga sua completa inapetência diante dessa crise, por ela mesma criada. A Câmara dos Deputados pode ser criticada - chamada de retrógrada - porém, nada retira-lhe o fato de que ela representa 100% da população brasileira. A presidente, por sua vez, nunca representou mais do que 52% da população, isso na data em que ela foi eleita. Hoje as pesquisas mostram que ela representa muito menos. Por isso, a sua permanência no cargo só interessa a ela mesma e ao seu partido. Ao Brasil interessa um governante com um mínimo de competência e consenso para nos livrar desse caos.

JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina



STF e democracia
Me pus estupefato com o comentário do leitor Roberto Delalibera (Opinião, 22/12) ao afirmar que o "STF rasga a Constituição". Hilário dizer que os ministros do STF rasgam a nossa Carta Magna! Ora, tudo isso porque a decisão da causa não foi a favor de sua maneira de pensar ou porque, com justiça, isentou a presidente do Brasil de ser afastada sem motivo, primando assim pela defesa da verdadeira democracia que deve reinar nesta pátria amada, onde uma cidadã eleita pela maioria é que deve assumir o timão. Como um bacharel em Direito pode pensar que todos os ministros devem "votar com o relator"? Então, melhor e mais barato seria não existir colegiado, mas sim um só mentecapto que determinasse a sentença definitiva! Aí, sim teríamos uma "atitude irresponsável, indigna e antipatriótica que faz tremer os pilares que sustentam o estado democrático de direito".

RICARDO INÁCIO ALEXIUS (zootecnista) - Medianeira



Redução de gastos e CPMF
Diz o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que é hora de reduzir gastos obrigatórios. Para tanto, uma das medidas necessárias será a recriação da CPMF. Deve estar brincando conosco. Esse ministro, se é competente não sei, mas é espirituoso e brincalhão. Esperar o que de um ministro que sai com uma brincadeira dessa.

JOSUÉ GROTTI (aposentado) – Londrina



Seguindo em frente
Haverá eleições no próximo ano, oportunidade de seguirmos em frente na política para que haja mudanças. A nossa comunidade foi esquecida, prevaleceu o descaso, fomos afrontados, quando devíamos ser respeitados, pois, pagamos impostos, taxas, até IPTU para mortos, inclusive o salário dos servidores. O poder não emana do povo? Não somos uma ilha, vamos nos comunicar com familiares, vizinhos, amigos e pedir para não votar em quem é contra nós. Sabemos que com o nosso voto poderemos impedir qualquer reeleição. Os políticos passam, Londrina continuará!

MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina



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