STF rasga a Constituição !
O Partido Comunista do Brasil ingressou com medida cautelar junto ao Supremo Tribunal Federal, questionando o rito a ser seguido no processo do impeachment. Justamente os defensores de uma ideologia que cerceia a prática de liberdades fundamentais tomaram a iniciativa de socorrer a presidente Dilma. Mesmo sendo possuidores de um notável saber jurídico, os nobres ministros do STF, pelo resultado do julgamento, rasgaram o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a Lei 1.079 de 1950 e a Constituição Federal. Não foi a primeira e nem vai ser a última vez que o STF rasga a Carta Magna. Lamentavelmente, ao decidir exclusivamente em função do poder, em benefício próprio, esquecem os verdadeiros interesses da pátria amada. Contrariando a legislação vigente, o STF decidiu que: a Câmara dos Deputados vai ter que começar tudo de novo; terá que eleger nova Comissão Especial, com voto aberto; o Senado pode barrar o impeachment; a presidente não é afastada. Tudo de acordo e de conformidade com a lei "deles". Optaram em ignorar o brilhante voto do relator, fechar os olhos à legalidade, decidir pela inconstitucionalidade e cumpra-se! Quando a lei não possibilita margem a especulações e duvidosas interpretações, a ousadia do magistrado em legislar, assumindo um poder que não lhe compete, caracteriza-se por ser uma atitude irresponsável, indigna e impatriótica que faz tremer os pilares que sustentam o estado democrático de direito.

ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) – Londrina



Pátria amada Brasil!
Enquanto o Três Poderes da Nação não se entendem (presidente/vice, Câmara/Senado, STF/ministros), o país está em crise política e econômica e com a sensação de que ainda não chegamos ao fundo do poço, tampouco vislumbramos um futuro melhor. Salve-se quem puder! A todo instante há mudanças em todas as instâncias, agravando a situação e gerando desconfiança externa que levaram ao rebaixamento do País. Esqueçamos as "notas vermelhas" e que tudo sirva de aprendizado. É chegada a hora de somar forças, ter humildade suficiente para sentar à mesa com todas as correntes e com os outros poderes para encontrar caminhos e soluções. Vamos fazer passeata do bem, indo às ruas para motivar esta nação a sair do buraco e encontrar uma luz no final do túnel. Chega de animosidades, brigas, cassações, impeachment! Sindicatos, associações, ordens, movimentos sem isso, sem aquilo... uni-vos! Pra frente Brasil, unidos venceremos!

JORGE MORIYO KUMAGAI (bancário aposentado) – Londrina



Protestos de rua
Sobre o comentário do leitor Célio Borba (Opinião 21,12), nos movimentos pró-impedimento da presidente Dilma se vê muita gente de classe social privilegiada porque a maioria que votou nela é, como o senhor chama, "povão ou funcionário público" e quem nela votou não vai ao protesto. Não significa estar satisfeitos com o governo de esquerda ou ser complacente com os sucessivos escândalos de corrupção só por não participar dos protestos. Veja os índices de satisfação do governo e não olhe somente os movimentos. Aproveito para sugerir que quem se considera "povão" faça uma reflexão: deve-se distribuir ganhos, mas se o fizermos indefinidamente não se acabam? Não se deve criar condições para primeiro se ter ganhos e depois distribuí-los?

ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina



‘Meu pediatra’
Quando fui a Londrina para o aniversário do meu pediatra, dr. Afonso Haikal, as pessoas pensavam que eu estava brincando. Você tem pediatra? Pois é, tinha até poucos dias atrás. Tenho uma sensação de perda, quase como se fosse de um pai. Eu o incomodei muito quando menina: pálida, fraca, magrela, precisava dele direto. Nunca vou esquecer sua fala mansa, seu jeito calmo e carinhoso de tratar a gente. Não consegui ir vê-lo no seu último momento. Então, ficou um vazio muito grande em Londrina e no meu coração.

MARIA ELISA FERRAZ PACIORNIK (advogada) - Curitiba



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