Será que é por isso?
Li, absolutamente estarrecido, a notícia "EUA elevam juros"(Economia&Negócios, 17/12). Confesso que me surpreendi. Quando o país enfrentou em 2006 a pior recessão desde 1930, o banco central americano "cortou a taxa de juros ao mínimo histórico, entre zero e 0,25%, num esforço para impulsionar a recuperação do país". Agora, aumentam para 0,5% "devido aos sinais de recuperação da economia americana nos últimos meses". Lá, a economia entra em crise e eles baixam os juros ao mínimo, mantêm a taxa de desemprego em 5%, inflação inalterada e índice de aumento de preços ao consumidor com alta de apenas 0,2%. Aqui, a economia entra em crise e aumentam-se os juros estratosfericamente, a inflação sobe e os preços disparam. Será que é por isso que eles são a primeira e maior economia do mundo?
LOURIVALDO PEREZ BAÇAN (escrhttps://www.bonde.com.br/img07/forum/ic-bold.gifitor) – Londrina

Impunidade em baixa
Há um ditado que diz: "A Justiça tarda, mas não falha". Ainda bem que apareceu na Justiça brasileira um cidadão chamado Sérgio Moro. Acredito que as pessoas decentes e preocupadas com o país, não aguentavam mais ver tantos gatunos de "colarinho branco" há tanto tempo assaltando os cofres públicos sem sequer serem molestados. Isso, sem dúvida, devemos ao governo da presidente Dilma que deixou o ambiente favorável (pelo menos uma coisa boa), e não estão perdoando nem integrante do seu próprio partido (Delcídio Amaral, João Vaccari Neto). Agora, querem o impeachment dela.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

O amor por uma cidade
O editorial da Folha de Londrina "A crise nos veículos de comunicação" (Opinião, 19/12) lamentando o fim da circulação impressa e operação digital do JL - Jornal de Londrina - nos envolve e fortalece o amor que sentimos por esta cidade. O triste é receber esse "presente" no mês de aniversário de Londrina e no período de festas. Lembro-me de meu pai caminhando com os olhos vidrados nas notícias da FOLHA. Olhava para o começo da rua, e lá vinha ele, com a FOLHA na mão, aberta, lendo, desviando dos buracos, dos carros, de tudo que pudesse atrapalhar sua leitura. Pouco tempo depois, passou a vender a FOLHA. E a paixão por jornais passou de pai para filho, e o amor pela cidade foi sendo nutrido pelos jornais. Rogo que as forças que amam esta cidade mobilizem-se para que o acervo das publicações digitais do JL, aquelas em que os leitores opinavam on-line, possam ser disponibilizadas para a Universidade Estatual de Londrina (UEL), de modo que todos alunos que venham fazer consultas tenham um contexto mais próximo do real para suas análises. É em nome do amor pela cidade que faço este apelo ao GRPCOM, aos empresários e políticos da cidade.
LIDMAR JOSÉ ARAÚJO (professor) – Londrina

Voto de cabresto
Estamos atravessando a pior crise de todos os tempos - econômica, política e moral - que tem envergonhado os brasileiros e demonstrado o quanto todos nos omitimos enquanto os supostos políticos faziam o que bem entendiam. É sabido que o processo político, desde a Proclamação da República, vem se deteriorando a cada eleição: antes eram as cédulas tiradas das mãos do eleitor quando não eram do candidato conveniente e colocadas, outras do candidato mais forte (política e economicamente). Depois foi o voto a bico de pena, como nas "republiquetas de banana", onde a fraude era constante. Vieram, depois das ditaduras, os financiamentos escandalosos de campanha e aí começou a aumentar a corrupção, até as últimas eleições em 2014. Não bastasse esses escândalos com a compra descarada de cabos eleitorais, de eleitores e de consciências, veio a corrupção das empreiteiras. Forjou-se a cultura do esbanjamento de dinheiro nas campanhas majoritárias e regionais, bem como nas campanhas parlamentares. Agora, depois de muita roubalheira, descobriu-se que a crise não é somente de incompetência, porém moral. Os corruptos negam, sistematicamente, a participação no "butim". Esse voto "adquirido", podemos chamá-lo de "voto de cabresto", pois o eleitor não expressa nele a sua verdadeira vontade: o político não se sente comprometido com o eleitor, pois o voto foi "comprado". É claro que muitos eleitores votam com consciência, inclusive fiscalizando o seu representante. Entretanto, é preciso que a população participe, diretamente, das decisões tomadas por aqueles que a representam, exigindo as mudanças necessárias ao desenvolvimento nacional.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

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