Foram ótimas as manifestações
Ao contrário do que certos segmentos divulgaram que as manifestações dos brasileiros no último domingo foram pífias e, portanto, um sinal de enfraquecimento do impeachment de Dilma, no meu entendimento foi exatamente o contrário. A julgar pelo curto espaço de tempo, entre as convocações das manifestações e sua realização e a ainda acanhada posição (compreensível) do vice-presidente Michel Temer poderia dizer, sem medo de errar, que até surpreendeu os seus resultados e, quero acreditar, o governo sabe muito bem disso. Assim, basta mais um episódio na Operação lava jato ou um outro deslize na manipulação da economia, somados a um bom trabalho dos organizadores das manifestações, e veremos a face dos insatisfeitos com toda veemência nas ruas. Nesse sentido, o tempo corre contra o governo, já que a cada dia surgem "novidades" nocivas a ele, tanto que o governo já se manifestou no sentido da urgência de se votar o impeachment, enquanto ainda as coisas só estão começando a esquentar. Os brasileiros não são como se fala por aí, "cordeiros apáticos", e o governo sabe muito bem que não pode subestimar-nos.

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina



APP ou PT?
A presidente Dilma Rousseff fez um corte de R$ 10 bilhões na pasta da Educação, o que representa 20% do orçamento aprovado pelo Congresso, pura e simplesmente para tapar o buraco causado pela roubalheira e pela plena incompetência administrativa. Mesmo assim não se ouve um comentário da APP Sindicato, que se diz árdua defensora das escolas públicas do Paraná. Por que será esse silêncio? Mas se a presidente fosse de um partido de oposição aos "cumpanheros" estaria, se é que é possível, muito mais escrachada e amaldiçoada do já se encontra.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Livre acesso a medicamentos
Sobre a matéria "Farmácias adotam balcões de autoatendimento" (Geral, 12/12), fiquei curioso em saber sobre quais argumentos se deixou certos medicamentos de livre escolha do consumidor. Será que ao adquirir uma medicação o consumidor irá ter o capricho de ler a bula ou irá seguir aquele conselho de outrem, como é de costume? Será que podemos dizer que todos são aptos para saber qual fármaco possui sua dose letal ou efetiva? Acredito que mesmo que haja informações oriundas dos meios de comunicação, o risco de pessoas serem acometidas de intoxicação medicamentosa será muito grande. Estamos preparados para querer nos igualarmos aos outros países?

ALGIMIRO SANT’ANA (estudante de Enfermagem) - Londrina



A realidade do país
Durante várias décadas tenho acompanhado a ousadia crescente de políticos corruptos. Todavia, jamais igual agora de maneira plena, constante e devassadora. Quando eles colocam em ação suas atividades devem deixar qualquer delinquente comum envergonhado. Espero que as ações de abocanhar recursos públicos não se ampliem, pois ela gera aumento de tributos sobre toda sociedade (do pobre ao rico. Vivemos inclusive sob ameaça de um famigerado e desditoso tributo conhecido pela sigla CPMF. Já se disse alhures que, o total surrupiado por ladrões comuns que superlotam os presídios por todos os cantos do País é bagatela diante do incomensurável montante praticado por políticos corruptos, a exemplo do "mensalão, petrolão, publicano 1, 2, 3 e 4", e tantos outros que brotam de todos os lados e becos por aí. Enquanto esses corruptos atuam numa ponta usurpando recurso público, na outra ponta falta à sociedade saúde, educação, segurança e pessoas pobres morrem em hospitais por falta de atendimento. Até onde o País vai aguentar? Estamos no fim do poço. Não há mais espaço, além dos limites a que já se chegou.

ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (advogado) – Ibiporã



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.
E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup