Moralização
O Ministério Público abriu um caminho para tentar moralizar a política em nosso país, investigando e prendendo os grandes empreiteiros e políticos conhecidos. Fato que nunca havia acontecido no Brasil. O resultado positivo desse trabalho vai depender muito do apoio da população, que deve participar desse processo de moralização, mudando seus hábitos e preparando as futuras gerações. As mudanças virão a longo prazo. As futuras gerações têm a chance de viver em um país mais justo e honesto. Todo cidadão, antes de morrer, tem a obrigação de tentar fazer desse mundo um lugar melhor do que quando nasceu.

TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina



Brasileiros, cadê a atitude?
Diante da situação em que está a política e a economia brasileiras, neste momento, uma nação inteirinha não pode ficar como simples espectadora nas mãos de meia dúzia de dirigentes, que estão se digladiando tão somente para permanecer no poder ou livrarem a própria pele das punições que se avizinham, deixando o País para último plano. Enquanto nós, brasileiros, ficarmos somente vendo notícias, comentando-as nos bastidores, sem uma atitude concreta e eficaz, vamos continuar na mesmice de sempre (ou piorando, como está acontecendo). Então, com o apoio da imprensa em geral, que sempre vem nos atualizando com os fatos, fiquemos atentos para que assim que for dado o sinal de pedido de cooperação, possamos democraticamente tomar atitudes (não somente alguns, mas todos) e fazer a nossa parte para melhorar o Brasil.

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina



Dez medidas contra a corrupção
É óbvio que quando aumenta a corrupção em um governo ou setores relacionados a ele, isso afeta o desenvolvimento desse país. A energia da mente dos governantes, que seria usada de forma positiva, visando o bem do País, é desviada para malefícios. No Brasil, essa campanha do Ministério Público e a implantação das medidas contra a corrupção estão muito atrasadas, pois além de já estar afetando há algum tempo o desenvolvimento do País, agora está quase que parando mesmo. Um outro procedimento, que teria evitado muitos problemas que ocorrem agora, é a proibição de financiamento de campanhas eleitorais por empresas e particulares. Se o candidato quer um cargo político, que o faça com recursos próprios.

SWAMI VERONESI (músico) - Santo Antônio da Platina



Democracia do faz de conta
Ao analisarmos a necessidade de altas quantias de dinheiro para os candidatos elegerem-se a cargos eletivos, seja verba do Fundo Partidário, doações, apropriações indébitas, dinheiro escuso etc, veremos que nem sempre o poder emana do povo e sim da compra escancarada de votos aos olhos do Tribunal Superior Eleitoral. Com isso, dá aval ao político pelo continuísmo da corrupção. Veja a Operação Lava Jato, num trabalho hercúleo de investigação, o juiz Sérgio Moro ofereceu denúncias contundentes a vários políticos da Câmara Federal, Senado Federal e governadores e, até o momento, poucos estão sendo denunciados. Isso porque a denúncia no primeiro escalão, inicialmente passa pelo crivo do procurador-geral da República, ficando a Justiça em segundo plano. Observe também que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma foram citados em várias delações e até agora nada! Os presidentes do Senado e da Câmara também foram citados e até o momento não vislumbramos afastamento e muito menos punição de perda de mandato. Se falarmos em devolução de dinheiro, podemos viver um "déjà-vu". Os todos poderosos de Brasília são o poder absoluto em sua plenitude, manipulam tudo e todos. Já o cidadão de bem não tem esse privilégio: errou, vai preso. Dá para confiar e acreditar que o Brasil tem futuro? Como está, não!

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá



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