Nossa querida Londrina, de braços abertos!
Nossos fins de tarde homenageiam sua bandeira vermelha que, com seu prateado Cruzeiro do Sul, valoriza as riquezas conquistadas "do arado, do livro, da indústria e da fé", e do comércio e serviços. Cidade amada que abraça e cuida de quem aqui nasceu ou a escolheu para criar sua família. Cidade de coragem, honra, respeito e trabalho, cujo "espírito de luta" se renova todos os dias. Entardeceres vermelhos de amor por essa terra, verdes vales, perobais e igapós. Amores jovens, adultos e idosos, nascidos aqui ou acolhidos de tantas outras cidades e nações. Que venham muitos entardeceres, seguidos de dias azuis ou de doces chuvas de prosperidade. Feliz aniversário, amada Londrina. Muita saúde, paz e qualidade de vida para todos nós.

ODARLONE ORENTE (médico) - Londrina



A águia, a tartaruga e o governador
Os estudantes que enfrentaram o governador nas ruas de São Paulo contra o plano de reorganização escolar daqiele estado foram verdadeiras águias ao contrário de tartarugas. Segundo Nietzsche,formar tartarugas era o objetivo traçado para a educação dos povos ocidentais. É um animal que, diante do perigo, volta sua cabeça e seus membros para dentro do casco, buscando proteção contra o desconhecido. Essa metáfora é um legado derivado do povo grego, mais precisamente, da Paideia, onde a educação da época condicionava os indivíduos à neutralidade, à domesticação, à passividade, tendo em vista o convívio na polis. Em contraponto à metáfora da tartaruga, está o instinto da águia, em que, segundo Nietzsche, a educação potencializa como ninguém os instintos dos indivíduos. A águia é um animal que voa alto, sobrevoa as montanhas e vales; possui visão aguçada; habilidades e forças para transpor perigos e surpresas; afiadas garras para atacar o inimigo no melhor momento. Além do mais, é um animal que não possui uma perspectiva do dominado, do submisso, do silêncio: características vistas nos estudantes durante a contenda com o governador paulista. Com efeito, o governador recuou. Do contrário, diante da resistência aquilina dos estudantes à desocupação das escolas, o cenário teria sido dramático e imprevisível, principalmente, porque, ao que parece, a águia, oposto da tartaruga, sempre reagirá quando sua cabeça corre risco de ser pisada.

ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO (estudante de Direito) - Curitiba



O Brasil não pode parar?
A presidente Dilma disse, em discurso na última segunda-feira, que é necessário que não haja recesso no Congresso para que se vote com rapidez sua situação quanto ao impeachment. Para um mal entendedor, a frase dita por Dilma - "O Brasil não pode parar" - significa que o país esteja andando, não é mesmo? Ela só não disse que o Brasil está sim andando, mas para trás, como comprovadamente apontam todos os institutos de análise econômica. Portanto, se parar, é menos ruim. A pressa da presidente, nesse sentido, é sabida, e o Lula não poderia ter sido mais claro quando saiu com essa "pérola", dizendo recentemente que o Brasil está fora dos trilhos, portanto, desgovernado, indo a cada dia que passa (daí a pressa da Dilma) se chocar no fundo do abismo. Portanto, se existe alguma chance da maquinista se salvar, tem que ser antes que tudo se transforme em escombros no fundo do poço. Mas, mais uma vez, Dilma está pensando somente em si própria, e não no Brasil, como teria de ser a atitude de um estadista patriota.

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina



Presente de Natal
Ao ouvir os noticiários de terça-feira, nada de novidade da parte governamental, como já é de se esperar. Mais uma vez foi lançado para a Assembleia Legislativa um simbólico presente de Natal para ser votado às pressas, antes das "férias". Não sabemos até que ponto isso vai nos comprometer, mais uma vez somos pegos de calça curta, e bem curta.

ALGIMIRO SANT’ANA (acadêmico de enfermagem) - Londrina



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