OPINIÃO DO LEITOR
Impeachment: vale à pena ou não?
Tenho ficado quieta, mas agora não dá mais. O pedido de impeachment da presidente Dilma foi aceito e não importa, no momento, por quem o foi. O que importa, realmente, é que se estabeleça uma consciência, neste país, de que não adianta afastar apenas Dilma da cadeira presidencial. Ela não passa de um peão no tabuleiro de jogo de Lula e o PT. O que é necessário, no Brasil, é a retirada de todos aqueles apaniguados que foram colocados em cargos decisórios ao longo destes 13 anos em que não vivemos uma democracia ampla, mas sim um governo partidarista onde as únicas metas eram a manutenção do poder pelo poder e a locupletação financeira ao nível máximo para que, ao abandonar a "terra arrasada" em que se tornaria o Brasil, todos pudessem contar com gordos fundos para sua própria manutenção. Temos que ter coragem e dizer, em alto e bom som, que queremos que todos eles se afastem da vida pública e que respondam por seus atos ilícitos. Todos, sem exceções.
Professores e alunos politizados?
Terão os professores e alunos do Paraná e de São Paulo - que foram prejudicados, sem dúvida - a coragem e o patriotismo para carregarem as cadeiras e colocá-las na Avenida Paulista (SP) ou nas avenidas de Curitiba, Brasília e demais capitais e cidades para pedir o impeachment de Dilma Rousseff, com consequente perda direitos políticos idem do seu criador Lula, pai do Lulinha da Silva? Ou será que essas manifestações (além de justas) foram motivadas e incentivadas pelo PT, CUT, MST e coisa que o valha que vem desse sórdido partido? Gostaria de vê-los - a todos - agora nos palenaços - esses mesmos que usaram as cadeiras e de tentativas de invasão em São Paulo e no Paraná, defender - acima de vínculos partidários - a recomposição moral dessa nação. Ou seriam comandados pela pratica ideológica nefasta (comandada no Paraná por Gleisi Hoffmann e companheirada e até por Roberto Requião) e em São Paulo pelos "acima de toda suspeição"?
Rojões
Como os religiosos fogueteiros sabiam que, na quarta-feira dia 2/12, os torcedores palmeirenses iriam soltar rojões em Londrina, em hora imprópria, em comemoração de sua vitória na Copa do Brasil, eles se sentiram de antemão justificados para soltar rojões no sábado anterior (28/11), como se um erro posterior justificasse outro. Há ainda uma atenuante em relação aos palmeirenses: eles tinham que esperar o jogo acabar!
Acordo japonês
Sobre o artigo "Irredutibilidade salarial e o acordo japonês", do juiz do Trabalho José Wally Gonzaga Neto (Espaço Aberto, 7/12), quero pedir desculpas ao povo japonês e seus descendentes pela comparação entre o que houve no pós 2ª Guerra Mundial e o Programa de Proteção ao Emprego que a Câmara Federal e o Senado aprovaram. Se tivéssemos aqui eleitores, políticos e o judiciário japoneses, com certeza, não estaríamos hoje na situação que nos encontramos. Um estado que não consegue sequer pagar suas contas em dia só aprova a complementação dos salários como forma de comprar votos, assim como já ocorre com as várias bolsas sociais que hoje sangram os recursos públicos que deveriam garantir saúde, educação e segurança de qualidade para toda a população. No Japão, precisou ocorrer uma guerra de proporções mundiais para que o governo adotasse tais medidas, aqui bastou se levar ao poder um grupo mal-intencionado, termos políticos mal-intencionados e leis mal-intencionadas para chegamos à mesma situação só que aqui é por 24 meses e não três como era previsto em lei anterior.
Correção
- Diferentemente do publicado na matéria "O olho do furacão" (Folha2, 6/12), a encenação da peça "Macaquinhos" que gerou a mais recente polêmica foi a da 17ª Mostra Sesc de Culturas do Cariri (CE).
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