OPINIÃO DO LEITOR
O que fizeram com o meu voto?
Nas ruas da cidade crianças sem sapato, de calção, camisa do Tubarão, brincam despreocupadas. O pai chega do trabalho com fome preocupado com as histórias ouvidas na empresa: desemprego aumentando; pessoas sem teto para morar; terras sobrando, porém pessoas sem terra para cultivar alimentos; professores em greve porque o salário está muito baixo; os hospitais cheios de doentes, muitos sem atendimento médico; etc. A mãe em casa tenta elaborar o alimento para todos, porém quase desesperada porque, no supermercado, a compra foi um fracasso diante dos preços absurdos. Em Brasília, deputados saem e descem de aviões, sempre acompanhados de uma quantidade de assessores, fazendo de conta que estão muito ocupados. As negociatas políticas para tentar manter a governabilidade do governo é que dominam a cena do cotidiano desses seres que não parecem do planeta Terra. O presidente da Câmara Federal está sendo investigado e os mais corajosos, não eu, ousam dizer que ele depositou dinheiro público, em suas contas particulares na Suíça. Impávido, esse chefe se mantém em seu posto desafiando a coerência e dignidade de toda uma instituição. Em Curitiba, um juiz, vários procuradores de Justiça, delegados de Polícia e agentes policiais e vários auxiliares honrados e corajosos tentam corrigir toda uma trapaça promovida pelos "ungidos do poder". Enquanto isso, deputados, senadores, assessores privilegiados e alguns empresários escolhidos continuam com a trapaça vergonhosa, enlameando o País, solapando as esperanças daquele pai aturdido, daquela mãe desesperada e o futuro dessas crianças inocentes. Não podemos continuar desse jeito. Onde vamos parar se aqueles que têm o dever de trazer o progresso, o trabalho, a esperança, só pensam nos seus problemas?
Cheiro do povo
No pleno exercício da cidadania, eleitor, pagador de impostos, lembro que Londrina não resume-se apenas à Gleba Palhano, condomínios de luxo. Existe a periferia. Por que para uns privilegiados, tudo, e para outros, nada? Precisamos de políticos como os artistas que vão onde o povo está, que tenham "cheiro do povo". Temos no Jardim Ideal, a capela mortuária em péssimas condições de uso, o posto de saúde em estado lastimável. Além disso, no final da Rua Tremembés levaram 10 dias para trocar uma lâmpada e, nesse mesmo local, o asfalto acabou. Ou seja, será que temos de comprar cimento, pagar pedreiro para consertar? Mexam-se! E usem GPS para não se perderem.
Pedágio, abaixa ou acaba!
Essa frase é conhecida no Paraná, mas pelo visto a frase deveria ser outra. A correta é o pedágio é caro e ruim! O direito de ir e vir está errado, se ir paga se vir também. O povo está igual boi no pasto: não sabe a força que tem, então, tem que pastar e se sair do pasto (cidade)paga ou morre. Deveria sim usar a frase o pedágio abaixa e acaba definitivamente. Nesses 20 anos não houve nenhuma melhora, as pistas únicas continuam de Londrina a São Paulo, de Londrina a Ponta Grossa, de Maringá a Foz Iguaçu e de Foz a Ponta Grossa, entre outras.
E os imóveis da Aeronáutica?
O governo federal, no desespero para fazer caixa, fala em vender imóveis da Marinha. Assim, por que não se pensar também nos imóveis da Aeronáutica situados enfrente à Infraero, em Londrina? Uma boa pedida seria até uma doação (ou permuta) daqueles imóveis para a UEL para atender demandas do HU. O que não pode é ficar indefinidamente fechados, pois são várias casas ociosas só dando despesas com manutenção.
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