O crime não vencerá a Justiça
É de extrema gravidade a conversa gravada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) por Bernardo Cerveró. Na confabulação, digna de gangsters, revela-se, dentre várias outras práticas criminosas, a existência de um detalhado plano de fuga para Nestor Cerveró, preso na Polícia Federal, em Curitiba. A estratégia era levar o fugitivo para a Espanha em um avião do padrão de um Falcon 50, que dispensa escalas, e também uma mesada de R$ 50 mil em troca do silêncio do ex-diretor da Petrobras. Tudo isso seria possível graças a um suposto alto grau de intimidade entre o senador e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal e outros "figurões" ligados ao Palácio do Planalto. A reação do ex-presidente Lula ao saber da conversa gravada que levou à prisão de Delcídio, foi classificá-lo como "idiota". Decepcionante, pois deveríamos esperar do ex-mandatário da República indignação e repúdio. Mas como esperar atitude decente quando o próprio senador da República justifica sua ação criminosa como "ato de humanidade"? O líder do governo no Senado, e pessoa intimamente ligada à Presidência da República tramando crimes contra a Justiça e a ordem pública, tenta se redimir zombando do povo brasileiro! A ministra Carmem Lúcia, em seu parecer ao pedido de prisão do senador, encaminhado ao STF pela Polícia Federal, afirmou que "o crime não vencerá a Justiça". A ministra acertou duplamente: primeiro, porque acreditamos que um dia a Justiça vencerá. Depois, porque conjugou a frase no futuro. No momento atual, no Brasil, o crime leva certa vantagem em relação à Justiça. A morosidade do Judiciário, as tentativas em enfraquecer a ação da Polícia Federal no combate à corrupção, o "fatiamento" da Operação Lava à Jato, as sucessivas negativas do governo em reconhecer a existência do Mensalão e do Petrolão, deputados lavando dinheiro por meio de contas no exterior, são provas do quanto ainda tem que ser feito para que a frase da ministra possa ser conjugada por todos os brasileiros no tempo presente.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina



Bandeira tarifária
Ouvi no rádio pronunciamento da presidente Dilma Rousseff sobre a bandeira tarifária de energia elétrica, no qual ela disse que o "culpado pelo aumento da energia seria a chuva e que, quando chove mais, as hidrelétricas produzem mais energia e a conta fica mais barata, mas se chove pouco a conta aumenta". A minha dúvida é: há mais de um mês que chove praticamente todos os dias e a hidrelétrica de Itaipu vem batendo recordes de vazão de água de seu vertedouro, por que então ainda estamos na bandeira vermelha?

RODOLFO BORGES PARREIRA (fisioterapeuta) - Londrina



Iluminação pública
Está lamentável o serviço de iluminação pública em nossa cidade. Os prestadores de serviços da Sercomtel já trocaram a lâmpada do poste em frente a minha casa três vezes. Em cada vez a lâmpada funcionou apenas uma noite. Haja escuridão e insegurança! Quando comunicamos o problema, a empresa avisa que são cinco dias para os reparos. Nunca atendem em menos de dez dias, mas na conta lá está a taxa de iluminação(?)pública.

JOSÉ ROBERTO DIAS (aposentado) - Londrina



CPMF e grandes devedores
O governo está lutando para conseguir aprovar o retorno da CPMF. No entanto, ele deveria procurar cobrar os grandes devedores do INSS, pois os 500 maiores devedores têm uma dívida total de R$ 392.260.731.655,71. O maior devedor da lista divulgada pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional tem uma dívida no valor de R$ 41.911.420.544,00 e o que deve menos R$ 211.984.995,29. Cabe ao Congresso também tomar as providências necessárias. Por isso o trabalhador brasileiro tem que pagar impostos altíssimos para compensar os grandes sonegadores. E ninguém toma nenhuma providência.

TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) - Londrina



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