Opinião Atualizado em 29/11/2015, 00:01
OPINIÃO DO LEITOR
Como disse um leitor: "Estamos estarrecidos com mais esse acontecimento envolvendo um senador da República flagrado armando um esquema para livrar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró da prisão". A trama somente foi confirmada porque o filho do ex-diretor gravou toda conversa mantida entre ele o senador Delcídio Amaral, o banqueiro André Esteves e o advogado deles, entre outros. Se a conversa não tivesse sido gravada e caso houvesse denúncia do filho do ex-diretor, eles iriam alegar perseguição política, que nada sabem do assunto, etc. Com a conversa gravada não tinham como negar o fato, inclusive colocaram em dúvida a imparcialidade dos membros do Supremo Tribunal Federal. Tudo muito lamentável. Qual seria a real finalidade do Senado Federal? Se fizerem uma pesquisa, a maioria não sabe para que serve, exceto que é um "cabidaço" de emprego. Finalmente, a arrogância e prepotência dos membros do Senado é gritante. Após a decretação da prisão de Delcídio por determinação do ministro Teori Zavaski, seus membros discutiram e foram votar se a prisão seria ou não mantida. Não acredito que, depois de tantos escândalos, os políticos reverterão esse comportamento delituoso.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) Londrina
A desonestidade tomou conta definitivamente do poder no País. Muita gente corrupta está nos comandando. São bandidos refinados que, além de se transformarem em milionários com o roubo do dinheiro público, ainda usam-no para pagar caríssimos advogados. A banalização do ilícito parece ter sepultado a indignação e a reação dos poucos homens de bem que ainda poderiam mudar a situação. O Brasil afunda no terreno movediço da ignorância de grande parte de um eleitorado alienado, dos parasitas que sugam o erário sem nada produzir e do irresponsável desinteresse das lideranças da sociedade civil organizada, que lavam as mãos diante da grave situação. Apenas a OAB se manifesta e está prometendo pedir celeridade na cassação de Eduardo Cunha. E as demais? Maçonaria, CNBB, instituições evangélicas, clubes de serviço, entidades representativas do comércio e da indústria não podem se omitir diante desse quadro caótico. É preciso pressionar, colocar o povo nas ruas e protestar contra essa balbúrdia político-administrativa que está nos levando a uma ruína histórica. A letargia da presidente da República, a omissão do oportunista presidente do Senado, a solércia do ardiloso presidente da Câmara Federal e a perniciosa intromissão do ex-presidente Lula nas decisões presidenciais demonstram que eles perderam totalmente a noção da ética e da moralidade. Irresponsáveis e desequilibrados, se agarram aos seus escusos interesses de tal forma que não se importam com o mal que estão fazendo aos brasileiros e com o tamanho do abismo no qual estão jogando o País.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Os brasileiros da minha geração sabem que o Plano Real preparou o país para o tão desejado desenvolvimento sustentável. Quando o PT assumiu o comando do governo federal, desperdiçou a grande oportunidade de efetivar o lema da bandeira nacional - hoje o que vemos é uma total desordem política e social, além do retrocesso na economia. O PT não deu continuidade nas reformas necessárias, ao contrário: desviou verbas, aplicou em obras superfaturadas, corrompeu empresários e políticos e aplicou dinheiro público em países autoritários. A grande oportunidade de transformação da sociedade foi perdida por exemplo, com a substituição do programa "bolsa escola" - as crianças beneficiárias de 13 anos atrás, hoje com mais dignidade, estariam preparadas para o mercado de trabalho e livres do assistencialismo. Lamentável.
JOSÉ TADEU (industriário) Londrina
"Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do rei, lá tenho a mulher que eu quero, na cama que escolherei." Assim já dizia há muito tempo o ilustre poeta Manoel Bandeira. Mal sabia ele que no ano 2015 as coisas aconteceriam bem desse jeitinho: os amigos do rei, ou melhor, do presidente da República, tudo podem. Podem receber cargos, propinas, dinheiro à vontade para suas campanhas políticas e contas na Suíça, podem deitar e rolar na cama, digo, nas cadeiras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e até dos tribunais. Sendo amigo do rei, e mesmo sendo estrangeiro, pode receber uma dinheirama para portos, estradas e refinarias nas suas terras, e olha que nem precisa devolver o empréstimo. Aí, me pergunto: Por que não estamos todos lá, então? E vejo que, felizmente, a ética ou a vergonha na cara não nos permitem irmos pra Pasárgada.
OSVALDO SANTOS JR (arquiteto) Londrina
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