OPINIÃO DO LEITOR
Sujeira em cemitério
No Dia de Finados fui ao Cemitério Padre Anchieta visitar o túmulo de meu sogro e fui entrevistado sobre as condições do cemitério. Dei nota ótima, pois as condições do local eram boas. Dali, fui ao Cemitério Jardim da Saudade, nos Cinco Conjuntos, visitar o túmulo de minha irmã, falecida neste ano. Que situação horrível! Lá encontrei entulhos, mato, erosão, barro, falta de calçamento nas alamedas... Será que, até depois de morto, o cidadão pode sofrer discriminação social? Vereadores, saiam do conforto da Câmara e vão fiscalizar os serviços públicos. Afinal, foram vocês que aprovaram o "Imposto dos Mortos" de nossa cidade.
Boca-livre no Estádio do Café
Quero parabenizar a SM Sports e toda diretoria do LEC por mais essa conquista, estar na final do Brasileiro da Série C. Tudo isso graças à grande competência empresarial e administrativa do sr. Sérgio Malucelli, gestor de futebol do nosso querido Tubarão. Como torcedor e proprietário de cadeira cativa, quero apontar algumas deficiências. Existe falha ou falta de competência do pessoal escalado na coordenação dos serviços no Estádio do Café em dias de jogos de grande público. No último sábado, como sempre, os proprietários das cativas foram desrespeitados pelo grande número de pessoas que adentra o local sem o devido credenciamento. Muitos têm o acesso liberado sem a cobrança correta e devida por parte dos colaboradores escalados para tal função. Isso ocorre frequentemente e é necessário com urgência um melhor controle. Vende-se ingresso sem controle e, seu portador entra com duas, três e às vezes até quatro crianças com apenas um ingresso. Fora os que passam dando tapinhas nas costas sem apresentar nada, outros simplesmente apresentam um documento qualquer e entram, ocasionado uma superlotação prejudicando os proprietários das cativas. Com a palavra, a Fundação de Esportes, coordenadores do estádio e alguém que encontre uma solução para o grave problema.
Poluição do lago Igapó
O Lago Igapó, que completou 55 anos no último dezembro, está passando por muitos problemas de poluição. Quem passa por lá, encontra garrafas, sacolas plásticas, bitucas de cigarro e outros objetos jogados nas margens do lago. Todo o lixo jogado na rua vai parar nos bueiros da cidade e, quando chove, acaba indo para o lago prejudicando muitas espécies aquáticas. Uma das soluções para esse problema seria as pessoas pararem de jogar lixo nas ruas e que também ajudassem a preservar as árvores no entorno do lago. Assim, teremos uma área de lazer menos poluída e mais agradável.
Enem não é gozação
A ideia dos alunos de Artes Cênicas da UEL de fazerem gozação com a "desgraça" dos candidatos que foram barrados no portão de entrada do colégio onde iriam fazer a prova do Enem, no último dia 25/10, não deveria ser aplicada, nem mesmo como teste de aprendizagem de expressão facial. Como estudante e me colocando no lugar daqueles que chegaram atrasados, certamente ficaria enraivecida, se por um motivo alheio à minha vontade fosse barrada e perdesse um ano de estudos e dedicação para esse exame. Seria de se esperar uma atitude mais construtiva desses universitários, ao invés de simplesmente ridicularizar os retardatários.
A gênese do caos
A gênese das rupturas institucionais no Brasil é a desilusão do povo com a classe política. Contemplamos hoje a reprise do caos reinante antes da intervenção de 1964, diga-se, necessária. Atualmente, corremos o mesmo risco sim, posto que os políticos do mal estão novamente saqueando os cofres do tesouro, vencendo os do bem de goleada. Se é que eles ainda existem. Nossa esperança repousa sobre os trabalhos da Operação Lava Jato e no juiz Sérgio Moro. Se esta sucumbir, só uma ruptura institucional poderá pôr fim a tamanho abuso, desrespeito e desordem, cujo peso arqueja o povo brasileiro.
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