Crise na PEL 2
Algumas dezenas de mulheres, que se dizem parentes de detentos da PEL 2, travaram o trânsito da PR-445 desde a noite de terça-feira. Quem precisa passar por aquele trecho para sair ou entrar em Londrina está parado num engarrafamento que já conta com quilômetros de extensão. Motivo? As senhoras exigem a entrada dos Direitos Humanos na penitenciária recentemente destruída pelos detentos. Essas senhoras, que têm muito empenho em protestar, não têm alguma ocupação? Como podem ficar dias a fio em campana promovendo o caos? Provavelmente, muitas não estão preocupadas em ter um trabalho ou responsabilidade. Já recebem todo mês o famoso auxílio reclusão e estão com suas vidas medíocres garantidas durante o tempo em que seus conjugues estiverem detidos pelo sistema penal. Elas não têm que se preocupar se alguém vai ter prejuízo com suas ações. Já fui assaltado e tive uma arma apontada para a cabeça por mais de meia hora. Nesses momentos qualquer noção de humanidade lhe é furtada, pois aquele que aponta a arma pode decidir puxar o gatilho e sua vida terá fim instantaneamente. Ninguém dos Direitos Humanos apareceu para perguntar se estava tudo bem ou algum trauma tinha ficado. Mas quando os criminosos quebram toda a penitenciária e promovem a balbúrdia, inclusive assassinando outros detentos, logo os Direitos Humanos correm lá para saber se os "coitadinhos" não estão sofrendo abusos. Este cenário social reflete uma inversão de valores que não tem fim. O cidadão comum se tornou um refém que não tem para onde correr. Ora está sendo ameaçado por bandidos, ora é roubado por políticos. A pouca noção de liberdade e paz cada dia mais é furtada dos nossos lares, e o mais grave de tudo: estamos nos habituando com tudo isso.

VALMOR PEDROSO DA SILVA (empresário) - Londrina



29 de abril e o massacre nosso de cada dia
O massacre de 29 de abril completa seis meses e algumas perguntas continuam sem respostas. A imprensa cobriu muito bem o episódio, ainda que tenha insistido no termo "batalha", aliás, muito questionável. Professores, entidades, organismos internacionais e toda a sociedade utilizaram a expressão massacre, cuja definição melhor representa a atitude insensível, autoritária e truculenta do governo, que feriu 213 professores com a mão forte do Estado. Mas não se observa o empenho necessário, por parte da mesma imprensa, em informar sobre os resultados das investigações, a ausência de punições, como continuam sendo tratados os trabalhadores da Educação depois do ocorrido, como também sobre o montante e o destino dos valores que foram sacados junto ao Fundo de Previdência dos servidores, dinheiro tingido de sangue. Tem-se a impressão - e o governo investe muito nisso - que o ocorrido tenha sido apenas um "acidente", quando a atitude é somente a demonstração real das políticas de Beto Richa (PSDB) e de seus apoiadores da Assembleia Legislativa, conhecidos como "deputados do camburão". Rememoração é luta contra o esquecimento, mas externa um profundo lamento, que o massacre de 29 de abril tenha sido ampliado e estendido, uma vez que a falta de respeito, recorrente em se tratando dos educadores e educadoras, como algo que estivesse por vir, tornou-se prática que fere a dignidade de todos os paranaenses, todos os dias.

MARCIO LUIZ CARRERI (professor de História) - Jacarezinho



Rombo nas contas públicas federais
Conforme anunciado pelo governo federal, o deficit primário para 2015 está estimado em R$ 51,8 bilhões. E se for considerado o leilão das hidrelétricas para 25 novvembro de R$ 11 bilhões pagos no ato da assinatura, leilão já adiado várias vezes e mais as tais pedaladas fiscais, o rombo total nas contas públicas poderá chegar a R$ 100 bilhões. Em resumo, se o governo federal manobra as contas, é contabilidade criativa, porém, se for feita por pessoas comuns ou empresas, é fraude. Sempre é bom lembrar a afirmação do consultor econômico, Raul Veloso: "Como restabelecer o otimismo num país, onde 75% do orçamento federal é para pagar salários e benefícios sociais?".

EDGARD GOBBI (desenhista aposentado) - Campinas (SP)



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