Indignação com eleitores
Quando os Renans, Sarneys, Cunhas e Jaders são reeleitos, a maioria dos brasileiros fica indignada tachando os eleitores desses políticos de analfabetos, ignorantes, de baixa cultura, etc. Mas e quando vemos jornalista lembrar com saudades de ex-políticos cassados e com dezenas de processos? Chegamos à conclusão que o Brasil está nessa situação vergonhosa, politicamente falando, não é só devido aos votos dos ignorantes, mas sim por profissionais que teriam obrigação de ter posições mais coerentes e sábias.

SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina



O novo homem
Há 60 anos a sociedade se comportava de forma totalmente diferente. Na maioria dos lares o homem era o provedor e a mulher cuidava da casa, dos filhos e da economia doméstica. As classes sociais não eram divididas por letras; existiam apenas pobres ou ricos. Todos sabiam ou eram criados para economizar dinheiro para conseguir um bem de raiz. Naquela época não tinham inventado a famigerada "grife" que hoje tanto atrapalha a economia doméstica. Os pais iam ao trabalho com roupa feita pela costureira da esquina, assim como os filhos e a mãe, e esta se encarregava de comprar o tecido. Os filhos obedeciam cegamente aos pais e muito raramente enveredavam por caminhos tortuosos. Em busca de coisas novas, que lhes foram anunciadas pelo poder econômico, o homem desvirtuou sua conduta e passou a viver de momentos vãs e efêmeros. Primeiro foi o carnê, depois o cheque especial e, por último, o cartão de crédito que tirou do indivíduo o poder decisório. As crianças, desde tenra idade, já aprendem que não devem satisfação aos pais e, tão logo chegam à adolescência, já são donos de seu próprio nariz. Saem para a balada, tanto o rapaz como a moça, já no final da noite e só voltam para casa com o dia clareando. As mães, para diminuir o peso da culpa, compram um celular e entregam ao filho, como se isso os protegesse dos males da madrugada. Essas mudanças de comportamento dão ensejo de lembrarmos de uma frase muito usada naquela época e que até foi nome de um filme muito famoso: "Assim caminha a humanidade".

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina



Político, é assim!
Na sua grande maioria, políticos são mentirosos, descarados, corruptos, preocupados com os seus interesses, despreocupados com a saúde, segurança e a moradia da população. Certo, André Vargas? Com certeza, o ex-deputado não vai concordar. Entretanto, a sua afirmação recentemente ao juiz Sérgio Moro de que o Condomínio Alphavile em Londrina, onde adquiriu uma residência possivelmente por meios financeiros advindos de corrupção, é de classe média baixa, ratifica a minha afirmativa. Outros exemplos: Paulo Maluf sempre afirmou não ter dinheiro no exterior; Eduardo Cunha afirma não ter contas na Suíça; Lula afirma que nunca obteve vantagens de empresas que prestam serviços à Petrobras e que parte do seu gigantesco patrimônio foi adquirido por intermédio de recebimentos de pró-labores das suas palestras, principalmente, no exterior; Dilma afirma que todas as despesas de sua campanha para a reeleição foram feitas de acordo com a lei, além de afirmar na campanha política que não reajustaria os preços dos combustíveis e impostos. Acorda, brasileiro!

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina



Todos são iguais
A governadora em exercício Cida Borghetti disse em um evento em Curitiba que "o Paraná mostra ao País como vencer a crise". No meu entendimento, o discurso seria mais direto e realista da seguinte maneira: "O governo do Paraná, assim como os demais governadores, em conjunto com a presidente Dilma, mostram ao País como vencer a crise, ou seja, atacando ainda mais o bolso do contribuinte".

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé




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