OPINIÃO DO LEITOR
Deputados e o pedagiômetro
Não tenho adjetivos para qualificar a maneira ardilosa, rasteira e traiçoeira, pela qual os 27 deputados estaduais (leia-se governo Beto Richa e o seu líder Luiz Cláudio Romanelli) votaram contra a proposta apresentada pelo digníssimo deputado Tercílio Turini (PPS). Essa proposta, na forma de emenda para a reestruturar a Agencia Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) visa exigir das concessionárias de pedágio, em tempo real, a divulgação do tráfego nas praças de pedágio e, consequentemente, os valores arrecadados. Essas "autoridades" improdutivas não têm o mínimo de respeito e compromisso com a população do Paraná, que apenas arca com as suas mordomias. Boa parte dos políticos quer apenas duas coisas da população: voto e distância. Precisamos nos mobilizar com urgência e não esquecer esses nomes nas próximas eleições.
A viagem do governador
O governador do Paraná é bonzinho. Lá na França, passeando com o dinheiro público, hospedou-se no Hotel Napoleon, entretanto, escolheu um quarto barato e, de manhã, foi tomar café fora do hotel porque também era mais barato. Tudo isso informado por sua assessoria de imprensa. Essa assessoria desconsidera a inteligência da população paranaense. Provavelmente, acham que todos são burros e idiotas. Agora, apareceu um deputado (Luiz Cláudio Romanelli) bajulador do governador, com algum interesse por trás, afirmando categoricamente que pagaria as despesas das quatro pessoas que pernoitaram na França. Deputado, por favor, faça isso, com certeza, a população agradecerá.
Lula e o ódio
É sem dúvida uma estratégia que o ex-presidente Lula usa em seus discursos quando diz que o país vive momentos de ódio. Palavra forte que impacta e desperta inconscientemente a atenção ao ser ouvida, mas raramente refletida no contexto do discurso. Soa como um grito de guerra, que era comum nos idos da era medieval, visando insuflar a moral dos combatentes, bem como para justificar ações criminosas em outras mais recentes. Que ele Lula sabe manejar as palavras, se comunicando bem e ao gosto da forma que povo gosta de ouvir, isso já é sabido. O que é estranho é não haver uma oposição eficiente, usando das mesmas táticas, verbalizando em idioma que as massas possam entender, como por exemplo contestar Lula dizendo que isso que ele, marotamente, chama de ódio, na verdade, é bem o contrário: é a expressão de amor pela pátria. O mesmo amor que fizeram tombar muitos brasileiros em sua defesa, como aprendemos nas aulas de história. O discurso de Lula pode atingir muitos, mas não a todos e, ao que pudemos observar, parece que a natureza, também nesse caso, age sabiamente despertando nossa gente (e aqui agradeço a imprensa por isso) para sentir diferenças entre verdades e mentiras.
Greves e leis
De que adiantaria criar mecanismos e leis importantes ao País (por exemplo, contra a corrupção) se os primeiros que deviam cumpri-las (para dar exemplo) não o fazem? Esse parece ser o caso das pedaladas fiscais da presidente Dilma. Para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (gastar mais do que se arrecada), seu governo pegou dinheiro emprestado de bancos públicos (o que também é ilegal) e mesmo assim o rombo no orçamento, continuou. Os funcionários de bancos vendo os bilhões que os seus patrões emprestaram ao governo "endureceram" naquilo que eles e muita gente já sabe. Se os bancos têm tanto dinheiro, até para emprestar ao governo, por que não valorizar o setor fundamental dos bancos que são os seus funcionários? E assim, como estamos cansados de saber, quem sempre sai prejudicado na "República do Pixuleco" é o povão.
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