Pobre Rolândia
Infelizmente, a Justiça Eleitoral não usou o bom-senso e aplicou a fria e dura lei para Rolândia. A cidade terá eleições em dezembro e depois em outubro do ano que vem. É para destroncar o cérebro do já desnorteado eleitor rolandense. Em tempos de crise financeira e política Brasil afora, a eleição deste ano é um desserviço, visto que haverá gastos dos candidatos, desgaste na cidade e tudo em tempo recorde: dia 6 de dezembro o eleitor vai às urnas. Pelo calendário eleitoral especial, o prefeito eleito deve ser diplomado em, acredite se quiser, 25 de dezembro! Que belo presente de Natal para a cidade! Como em abril começa um novo ciclo eleitoral, a Câmara Municipal está em recesso até meados de fevereiro e tem Carnaval no meio disso tudo, a cidade terá um prejuízo financeiro enorme com a mudança de secretariado, troca de cargos comissionados e mais, como hoje tem prefeito interino que é o ex-presidente da Câmara, não tem vice. Aliás, José de Paula Martins já está há seis meses no cargo. Em seis meses sem vice, a cidade deve ter economizado, seguramente, mais de R$ 70 mil. Isso a lei não leva em consideração. Por isso, a eleição é inoportuna, porém, dentro da lei. Já que está se costurando e retalhando tanto a lei eleitoral, casos assim deveriam ser revistos. Uma eleição dez meses antes de uma outra previamente marcada é um gasto desnecessário. O pleito por aqui deve custar cerca de R$ 200 mil, pagos pelo povo e depois cobrado do ex-prefeito e vice cassados. Mas, será que eles pagarão de imediato? O que é certo é que o povo paga agora, vai pagar um gasto extra, paga mico e vê a cidade com a 21ª maior arrecadação do Estado ficar cada vez mais pobre. Em quase todos os aspectos.
ANDRÉ GASPAR (professor) – Rolândia

A que ponto chegamos!
São estarrecedoras as notícias que nos chegam, dando conta dos "conchavos" políticos que estão sendo alinhavados para que criminosos permaneçam no poder. Agora, já não fazem mais de forma velada, está escancarada. É na cara dura mesmo as manobras do toma lá dá cá. Até o ex-presidente Lula entrou no esquema defendendo o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, para que "pegue leve" com a sua criatura Dilma na questão do impeachment. Tanto um como outro (Cunha e Dilma) tem culpa no cartório (segundo as notícias) e articulam proteção mútua para permanecerem no poder, através de manobras. Está mais que caracterizada a fraude orquestrada contra a nação, ou seja, estão em via de cometer mais um crime que é boicotar investigações e, por conseguinte, a justiça que todos esperamos. Isso é um verdadeiro golpe que, por si só, já seria motivo para intervenção imediata e novas eleições. Não é isso que o povo quer? Não é isso que as pesquisas estão mostrando? Vamos ficar esperando mais o quê? Mas cadê a oposição, a verdadeira?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

O cidadão sabe...
Por mais simples que seja o cidadão, ele sabe que as coisas não estão indo bem, inflação galopante, corrupção a mil, economia fraca, governo confuso e desacreditado juntamente com a classe política. O que estamos vendo na política brasileira é coisa de louco. Está um toma lá dá cá, cujo interesse era abocanhar cargos e ministérios, pois sentiram a fragilidade do governo. Então, está custando muito caro essa sustentação política. Senhores, é preciso pensar que temos um País para governar e não podemos somente pensar em levar vantagens. É preciso acordar, a crise política e econômica está instalada, então, temos que tomar decisões sérias e corajosas para fazer voltar uma economia forte, e é isso que o povo quer.
EDUARDO ZANIN (professor) - Arapongas

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