Insegurança e impunidade no campo
Há tempos o campo nem de longe lembra aquele lugar tranquilo onde as famílias podiam viver em segurança e o produtor tocar a sua lavoura com tranquilidade. Infelizmente, a violência no País é generalizada, e os assaltos atingem índices incontroláveis nas zonas urbana e rural, sem distinção. Não é raro um produtor ser surpreendido por ladrões armados que levam implementos agrícolas e demais objetos de valor de galpões e também das casas de quem vive no campo. Por mais que se invista em cercas elétricas, alarme e câmeras, a insegurança prevalece. Nem parece que vivemos num país onde se cobram altíssimas taxas de impostos. Porque retorno não temos - com certeza - nas diversas áreas e principalmente na segurança. A cartilha de segurança rural, lançada há alguns anos pela Polícia Militar do Paraná, até cumpre seu papel de orientar a rotina no campo. Mas não é o suficiente para coibir os crimes. Falta efetivo policial, falta atenção especial à zona rural. Os bandidos não podem achar que as fazendas, sítios e chácaras são terra de ninguém. E como se não bastasse, há também as invasões, que deixam um rastro negro: depredações, roubos, sequestros e traumas nas famílias. Sabemos que esse movimento poderia ser legítimo se houvesse por parte de quem o conduz, o Incra, um cadastro de todos, para quando a invasão não tiver amparo legal, esses invasores assumirem a responsabilidade de arcar com os prejuízos causados. Há que se levar em conta também que, na maioria das vezes, o motivo da invasão é por pressão política. A exemplo do que aconteceu com a propriedade da Araupel (em Quedas do Iguaçu) e com a Fazenda da Ilha (em Borrazópolis), onde os prejuízos foram imensos, com abate de animais, roubos de equipamentos e destruição ambiental. E quem é responsável por tais danos? A classe produtiva que é responsável por quase 1/3 do PIB brasileiro? É preciso dar um basta em toda essa insegurança e impunidade.
NARCISO PISSINATI (presidente do Sindicato Rural Patronal de Londrina) - Londrina

Deputados e suas posturas
A Assembleia Legislativa do Paraná não quer saber se os projetos do Executivo são bons ou ruins. Se for elaborado pelo Executivo, é aprovado a toque de caixa, caso contrário, nem papel de bala eles ganham. Que vergonha para nós paranaenses manter uma penca de deputados estaduais (em torno de 35), marionetes do governador de plantão. É só a população não esquecer, na próxima eleição, de bani-los da vida pública. Deputados são eleitos para legislar a favor do povo, mas pelo visto esqueceram disto.
ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) - Londrina

Centro de lazer e eventos
Na gestão do ex-prefeito Wilson Moreira foi construído o Anfiteatro do Zerão e sob o palco um belo e completo teatro que, posteriormente, face aos atos de vandalismo resolveram lacrar com alvenaria a entrada e as janelas de ventilação. O local é frequentado por muitas pessoas, que chegam cedo para caminhar e outros que vão embora bem tarde. Face ao exposto, fica a sugestão para o prefeito Alexandre Kireeff promover a recuperação do local e devolver este espaço cultural para a população e se for o caso estender um posto avançado da Guarda Municipal para proteger o patrimônio e a população que frequenta o local.
VIRGÍLIO MOREIRA (engenheiro civil) - Londrina

Rebelião na PEL 2
Constrangido e pasmo, assisti às cenas exibidas pela televisão quando da rebelião na PEL 2. Vi repórteres entrevistando advogados da OAB Londrina que estavam representando os "direitos humanos". Vi também apresentador alegando que "apesar de terem feito o que fizeram (os detentos) são seres humanos". São seres humanos até se portarem como tal, porém, quando se portam como verdadeiros animais irracionais, passam a ocupar a lacuna de bárbaros. Como pode uma organização criminosa deixar o Estado de joelhos? Afinal, a penitenciária - a própria palavra já o diz - é o lugar onde vão àqueles que precisam expiar suas culpas perante a sociedade e não um hotel cinco estrelas. Vi também políticos correrem para engrossar o coro de "dê-lhes tudo o que quiserem", aproveitando o ano político que se avizinha, quando deveriam ser solícitos em colocar algo em benefício do povo ordeiro e que lhes paga o salário com seus impostos. É uma vergonha, como já bem o diz o jornalista Bóris Casoy em seus comentários. Vi também pseudos familiares engrossando as fileiras e chegando a tentar agredir carros que passavam pelo local. Trata-se de uma organização criminosa que muito bem pode aliciar pessoas para assim proceder. O que o Estado deve fazer de imediato é colocar essa corja para trabalhar duro das seis às seis a fim de ganhar algo com que pelo menos lhes dê o sustento. Já chega de bancarmos todo esse aparato inútil e pernicioso. Aos que representam os "direitos humanos", lhes digo: o único modo que dignifica o ser humano é o trabalho.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG,
en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.
E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup