Espetacularização do crime
Na década de 90, surgiu no Brasil um bandido que ganhou fama e projeção nacional. Em sua fuga, desafiava e debochava da polícia nas entrevistas que concedia às rádios e televisões. Desde então, Leonardo Pareja e sua trajetória permitiram-nos uma reflexão sobre o papel da mídia no trato com matérias sobre o crime. Em Londrina, com a rebelião da PEL 2 nesta semana, uma disputa pela audiência em torno do fato, dois programas policiais "arrastaram" o telespectador para uma reprise da espetacularização do crime. Com postura nada vantajosa para um e, sem nenhum desconto para outro, protagonizaram atitudes criminosas ao vivo ao estimular os rebelados a entrarem em contato com as produções de seus programas via celular, ou seja, cometeram crime passível de investigação. Não caberia ao Ministério Publico coibir tal prática?

LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) - Londrina



Operação Publicano
Com relação à reportagem "Desembargador suspende processo da Publicano 2" (Política, 9/10), se na Carta Magna (Constituição) reza que todos somos iguais perante a lei, qual a justificativa para o tal foro privilegiado? O Ministério Público e o Gaeco fazem um trabalho árduo, coloca essa bandidagem toda que roubou milhões na Receita Estadual no devido lugar (cadeia), aí vem um desembargador - que não se sabe por qual motivo - emite habeas corpus em favor dos mesmos e suspende o processo da Operação Publicano? Vai você pobre mortal e roube uma galinha para ver! Com certeza, passará anos atrás das grades. Agora, os nobres políticos que tanto roubam neste País afora, deitam e rolam com dinheiro publico, possuem foro privilegiado e estão autorizados a roubarem à vontade que não sofrerão nenhuma punição. Justiça já e fim do foro privilegiado. E que todos sejam julgados igualmente por qualquer crime cometido.

ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) - Londrina



Um país para infratores
As ações do MST no Paraná mostram como os cidadãos de bem, as empresas legalmente constituídas e geradoras de impostos e grande parte do efetivo de servidores públicos estão reféns dos anarquistas que militam neste movimento, que se diz social. Perdemos os direitos e ir e vir e também o de propriedade. Quem quiser verificar descobrirá que mais de 80% dos participantes desse movimento nada tem a ver com produtores rurais que perderam suas terras, que grande parte desses desordeiros possui histórico de emprego e renda nas áreas urbanas de nosso país e estão se aproveitando da miopia conveniente de nossos governantes para ganhar e vender áreas tomadas de produtores rurais e do Estado, áreas que pertencem a todos os brasileiros e não só a um pequeno grupo político que se beneficia dessas invasões. Em nosso país estamos perdendo muito tempo e dinheiro com infratores e criminosos, inclusive nos poderes da República. Nossas leis mostram a todo o momento que em nosso país cometer crime e descumprir as leis dá retorno financeiro e visibilidade. A sociedade de bem, que é muito maior, precisa se mobilizar e mudar tudo isso, urgentemente, ou nosso Brasil vai simplesmente acabar.

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina



Lava Jato
Antes que a Lava Jato se transforme em pizza, seria importante que o Ministério Público e a Polícia Federal investigassem a saúde, a Previdência, entre outros órgãos. Com certeza, vão encontrar coisas do "arco da velha" e muita corrupção. Anos atrás sugeri que se fizesse uma auditoria na Petrobras. Algum tempo depois, surgiu a famosa e quase interminável Operação Lava Jato.

ALCINDO DAS NEVES (comerciário aposentado) - Londrina



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