OPINIÃO DO LEITOR
Presidência compartilhada
Acompanho a política brasileira desde a morte de Getúlio Vargas. Assisti o "50 anos em 5" do desenvolvimentista JK, o destrambelhamento de Jânio Quadros, a ameaça comunista de Jango, os 21 anos do governo militar, a agonia de Tancredo Neves e a indesejada ascensão de Sarney à Presidência. Vi a farsa do caçador de marajás e Collor de Mello ser cassado por corrupção. Assisti Itamar Franco surpreender o Brasil com a sua conduta simples e resolver o crônico problema da inflação com a implantação do Plano Real. Vi também Fernando Henrique fortalecer a moeda, intensificar a estabilidade econômica e comprar a implantação da reeleição em benefício próprio. Temeroso, presenciei a ascensão do PT ao poder com a eleição de Lula. Cético, assisti o próprio Lula tirar da cartola uma candidatura impensável, depois de perder seus trunfos preferidos envolvidos em corrupção. Portanto, assisti muita coisa nesses 60 anos da política nacional, mas nunca tinha visto a Presidência da República ser exercida a quatro mãos. Desde 2011 isso acontece com a interferência inconveniente e sistemática de Lula para tentar fazer a sua incapacitada pupila governar. Ela se equilibra no cargo numa tentativa desesperada de exercer uma função para qual não tem as mínimas condições de ocupar. Na ditadura militar a música "O bêbado e o equilibrista", de forte teor político, serviu para contestar o regime. Qualquer semelhança com o momento político atual não é mera coincidência.
Jantar da barganha
Depois do episódio do médico que surtou em um hospital de Brasília, o governo ainda tem a cara de pau de ficar gastando dinheiro em propagandas enganosas, como "Mais médicos, o País está crescendo", que absurdo! Diante do desespero de tantos desempregados sugados pelas altas taxas de juros, massacrados por mais alguns "quilinhos" de impostos, a presidente Dilma deveria se preocupar mais com a situação caótica do País. Ela não precisava fazer reuniões para "comprar políticos", regadas a jantares, e cumprir o protocolo de troca de favores no seu ajuste fiscal. Bastava fazer as reuniões no Palácio do Planalto servindo água mineral e um cafezinho. No momento em que o Brasil está agonizando, se esbaldam com o dinheiro dos nossos suados impostos. Depois vem pedir para o povo apertar o cinto. Enquanto a escória política vive suas fantasias, a vida real segue em frente: o povo paga, sofre e padece. Chego à conclusão que o representante do povo é somente Deus e nada mais!
É de causar estranheza
Nos países asiáticos quando uma pessoa ou personalidade comete um delito, geralmente se mata, é presa com uma pena quase perpétua ou é executada no paredão. No Brasil, somos lesados financeiramente, e assistimos os corruptos sendo sentenciados a pena que, a meu ver, compensa cometer crimes. Não quero acreditar que o crime compensa, mas com as sentenças dadas a esses ladrões do dinheiro público junto com outros benefícios mostram que sim. Por que o Judiciário não estende esses benefícios a outros que estão na cadeia e que dão a cara para bater e não roubam por baixo dos panos?
Vergonha
O Conselho Superior dos Auditores Fiscais deferiu os pedidos de aposentadoria dos fiscais da Receita Estadual envolvidos na Operação Publicano. Se já não bastasse continuarem recebendo os altos salários, vem mais essa afronta à população. Tem que rastrear o patrimônio desses indivíduos que, provavelmente, consta em nome de terceiros e fazer devolver até o último centavo afanado. Esses privilégios associados à imputabilidade, deixam estampado no povo que, no Brasil, o crime compensa.
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