Vamos desistir ou continuar?
Diante de muitas notícias ruins e interpretações negativas sobre o mercado, as pessoas têm as mais diversas reações. Algumas se encolhem, esperam passar e juntam o que sobrou, se é que sobrou alguma coisa. Outras já saem mudando tudo, como se quisessem correr atrás do prejuízo. E outras paralisam, corrigem eixos, adequam o tamanho de sua estrutura à demanda do mercado e apostam num bom futuro. E você? A qual grupo pertence? Mais do que nunca, não é a hora de procurar culpados. Chega de dizer que a economia do País está péssima e que a confiança do consumidor despencou. Já foi o tempo de culpa, sem buscar em si os próprios erros. Então, você vai continuar ou vai desistir? Claro que é mais fácil desistir. Embora o custo seja alto, mas quando você desiste, acabam-se as dúvidas, os medos e as incertezas. Se você continuar, embora o custo também seja alto, e as dúvidas aumentem, o medo começa a dar lugar a uma sensação boa de autorrealização. As incertezas virarão certezas de que haverá um amanhã (e ele será próspero). De outra maneira, é claro. Mas existirá. Isso é o que importa. Seus funcionários continuarão empregados. Seus filhos, seus netos continuarão aquele sonho que começou lá atrás, mas que não morreu porque mais uma crise está acontecendo (como se já não tivéssemos passado por isso em um passado recente no Brasil). Ela é dura, é certo. E está cobrando o seu preço. Então, mude a sua rota, corrija seu rumo, melhore seu discurso, mas não desista no caminho. Mesmo quando muita coisa estiver dando errado, mude! E mostre à crise que você é muito mais forte.
RICHARD WILLIAN MATURANA (professor de administração) – Cornélio Procópio

Pátria educadora?
É piada de mau gosto dizer que o Brasil é pátria educadora. Como querem educar para valer sem boas escolas e professores motivados? O professor é a peça-chave de qualquer escola. Onde estão os melhores professores os alunos aprendem mais e se destacam nos vestibulares. Em Londrina, destacam-se boas escolas com notoriedade na arte de ensinar. Lá se concentram professores de alto nível que dão bom encaminhamento aos jovens para um futuro melhor. O Instituto Ayrton Senna e o Movimento Todos Pela Educação analisaram 165 estudos nacionais e internacionais. Um aluno cujo professor está entre os 20% melhores da rede de ensino pode aprender em um ano 68% mais do que aqueles que estudam com um docente que faça parte dos 20% piores. O tamanho da turma influencia na qualidade do que o estudante aprende: em média, uma redução de 30% no número de alunos leva a um aumento de 44% no aprendizado. Se quisermos ter cidadãos bem educados e capacitados para o mercado de trabalho, precisamos transformar a profissão de professor numa das mais respeitadas e, sobretudo, bem pagas. Se quisermos uma autêntica pátria educadora, tudo tem que ser repensado e o professor melhor valorizado.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (professor aposentado) – Londrina

Dilma fica ou sai?
Acompanhando jornais, principalmente a Folha de Londrina, e outras mídias vemos indignação geral sobre o cenário político e econômico do Brasil. Nos indignamos com políticos e um mau governo que implanta medidas fiscais que nos oneram com pesados impostos. O governo deveria nos proteger, ajudar e melhorar nossas vidas através de melhorias na educação, saúde e segurança. Apesar de tudo, há esperança, pois a sociedade civil organizada não deixará o País na miséria. Muitos pedem que a presidente saia ou peça para sair, mas apesar de não ter votado nela, respeito a sua eleição. Ela deve terminar o mandato com a responsabilidade que tem como presidente. E nós, sociedade, devemos fiscalizar as ações do governo e não simplesmente ficar criticando quem votou nela ou em seu partido. Caso contrário, seremos apenas uma republiqueta de bananas saudando um passado de ditadura. Devemos cobrar os políticos, fazer a nossa parte pagando os impostos e vendo o que é feito deles.
DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina

Disparada do dólar
Até onde vai a cotação do dólar? Quem chega primeiro aos cinco? O dólar, a aprovação da presidente Dilma ou o litro da gasolina? Brasil, a Grécia das Américas: inchado de políticos, de ministérios, de cargos de confiança, de corrupção, de juros, de rombo na Previdência, etc. Não basta só a presidente Dilma cair, tem muitos outros peixes para cair também. Por isso, é preciso muito mais do que o impeachment da presidente. Aí, vem a pergunta: depois de nos livrarmos do PT, como nos livraremos do PMDB, do PSDB...? Alguma sugestão? Reforma política seria a solução?
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) – Itambaracá

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