OPINIÃO DO LEITOR
Pichação: problema insolúvel?
Londrina está emporcalhada pelas pichações e o mais angustiante é que parece não haver solução simples para o caso. Quando a pichação é por protesto é até "compreensível" as suas razões (especialmente no contexto atual). Aliás, em Londrina as pichações começaram após as "manifestações do nada" de junho de 2013. Contudo, o que notamos hoje não é pichação de protesto, mas sim de puro e simples vandalismo (e sabemos que é crime, mas na prática não há punição devido ao sistema selecionar somente crimes graves para investigação e efetiva punição), tanto que é comum vermos frases como "Pinta de novo". Na Rua Guararapes, a Aeslo era um alvo constante de pichações. Com uma pintura artística que fizeram no muro, a Aeslo já faz vários meses que não é alvo de pichação. Já a redondeza, apesar de muitos terem pintado e repintado seus muros, está hoje toda pichada. Quem sabe não está aí um dos caminhos para resolver esse problema.
Mesmice de sempre
Acompanhando as votações do Congresso sobre os vetos da presidente Dilma, novamente vislumbramos a mesmice de sempre, os acordões e acertos. O governo sabe com quem deve negociar, o PMDB, que aceita humildemente ser coadjuvante da política nacional em troca de benesses que são um câncer para o País. Outra manobra esdrúxula é a retirada da base aliada do plenário para esvaziar o quórum mínimo para votações. Dois dos vetos mantidos trazem prejuízos irreparáveis aos setores envolvidos. No caso do fator previdenciário para aposentadoria no INSS e correção do salário, amplamente discutido e negociado, traz um prejuízo irreparável aos aposentados. A isenção de PIS e Confins do óleo diesel, combustível que movimenta o Brasil através de sua frota de caminhões e abastece máquinas e tratores na área agrícola, há enormes danos à classe produtora que é a única que consegue superavit na balança comercial. O cenário mostra que a CPMF pode ser aprovada, o reajuste do funcionalismo federal não irá prosperar e o impeachment perdeu força. A pizzaria está a todo vapor dando aval à incompetência administrativa, roubos do erário e novamente deixando a conta para os trabalhadores.
Vargas condenado
Diante da condenação do nosso digníssimo ex-deputado André Vargas (sem partido) por corrupção, aliás o primeiro político a ser condenado ao lado do ex-tesoureiro do PT, nem sei se podemos contar como início de justiça e vitórias. Esses dias ouvi de militantes desse partido que eles não estão preocupados com tais burburinhos da oposição, até mesmo porque eles têm dinheiro para campanhas eleitorais até 2028. Dá para imaginar de onde vem tantos numerários?
Prisões em flagrante
Sobre a matéria "VEP vai rever prisões em flagrante" (Geral, 19/9), acho um absurdo criminosos só serem presos se pegos em flagrante. Mesmo que recursos de imagem e de testemunhas demonstrem a autoria do crime, o autor pode se esconder por 24 horas e responder o crime em liberdade. Agora, esses poucos presos em flagrante terão o benefício da liberdade, e o mais interessante são os pontos de observação que o juiz levará em conta: a legalidade da prisão; se houve tortura ou maus-tratos enquanto a pessoa esteve detida; se há necessidade da manutenção da detenção até o julgamento em primeira instância. A vítima, seu óbito, seu tratamento médico, os reparos aos danos causados e tudo mais que pode ocorrer durante o crime pouco importam. Se estamos com excesso de detentos ou elevada despesa com eles, aqui vão minhas sugestões: pena de morte para quem se envolver no crime três ou mais vezes; fim das visitas de contato físico, inclusive com advogados; preparo de alimentação e lavagem das roupas pelos próprios presidiários. Essas medidas diminuirão o número de detentos, economizarão com pessoal nas revistas e diminuirá os contratos de serviços.
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