Emprego x trabalho
Tudo se cria, evolui e transforma! A ciência já provou através dos tempos que nada fica estável, estático ou dura se não tiver função e utilização. No excelente artigo do economista Ary Sudan, "Crise: Setor público gera e privado paga a conta" (Espaço Aberto, 18/9), podemos prever que o serviço público brasileiro está com os dias contados. O eterno deficitário e ineficiente sistema de gestão, baseado em favorecimentos de uma seleta força produtiva é arcaico, inoperante e uma indigesta herança desde o Brasil colônia, onde ser bem-sucedido na vida era pertencer à máquina pública e, por sua vez, trabalhar fora dela eram poucos os ousados sonhando em ser empreendedores. Levando-se em conta que mais da metade dos municípios brasileiros está com quase 100% de sua arrecadação comprometida com a folha de pagamento do funcionalismo público e que em milhares de cidades a única oportunidade de emprego é o público, concluímos na falência desse setor como eficiência na geração de riquezas. As empresas já há muito tempo sabem o significado de custo operacional e quando se gasta mais do que tem, em pouco tempo abaixam-se as portas. No Brasil só não se abaixou as portas declarando falência porque joga-se para a população pagar em forma de imposto o sucateamento da precariedade de serviços oferecidos. A Grécia já deu mostras o quanto faz falta empresas fortes e produtivas. Ainda teremos de aprender que riquezas só se produzem apoiando e incentivando o trabalho da força laboral independentemente do Estado.

GLAUCO BORBA (dentista) - Londrina



Disposto a pagar imposto
Essa frase soa estranho. Quem está disposto a pagar imposto? A população está disposta a receber direitos pelo que lhe é imposto a pagar. Disposto e imposto soam bem diferentes. Essa frase dita pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reflete a bagunça que é a política brasileira. Como aceitarmos calado o Brasil de hoje? Numa comparação com cinco anos atrás, sofremos um retrocesso gigantesco. Como aceitar a falência deste país? Há alguns anos comprávamos caças de defesa a três por quatro. Os números de nossa economia eram invejáveis. Os investimentos grandiosos. O retorno parecia certo. Os sonhos do povo se concretizando, carro novo, casa própria, viagens e muitos outros. Mas como na vida real vem o despertador e acaba com tudo. Nada mais que o voo de galinha. Ascendemos ao posto de emergentes à velocidade de Usain Bolt, só glórias. Mas a velocidade da queda foi de Lance Armstrong, só doping. Esse doping todo é a corrupção, o descaso com a população. Elevar impostos apenas tapará buracos. A economia não precisa de dinheiro. Precisamos crescer estilo Usain Bolt, trabalhar, correr, ser humilde, querer com vontade e chegamos lá. O doping da reeleição só faz mal e um dia a casa cai.

PAULO CESAR DOS SANTOS (comerciante) - Toledo



‘Pobres salvaram a economia’
Pobres salvaram a economia do país, foi o ex-presidente Lula quem disse isso. De modo que Lula certifica que não teria sido ele o "salvador" da economia. Foi o ex-presidente FHC que teria salvado nossa economia quando invalidou a cobrança de imposto de renda sobre a correção monetária do balanço das empresas. Quando a inflação estava no auge, o IR chegou a taxar mais de 114% do capital das empresas de indústria e transporte. O imposto, portanto, era causador da turbulência na economia. Por isso, FHC é merecedor do crédito.

OSAMU ARAZAWA (contador) - Londrina



Extintores de incêndio
A partir de 1º de outubro fica opcional aos proprietários de veículos de passeio e caminhonete o uso de extintores de incêndio. O que até então era obrigatoriedade torna-se opcional. Sinceramente, tanto sufoco, correria e tudo mais, para do dia para a noite simplesmente acabar e ponto final. Será que alguém já pensou nas fábricas de extintores que haviam contratado funcionários pela demanda causada pela obrigatoriedade?

ALGIMIRO SANT’ANA (estudante de Enfermagem) - Londrina



Correção
* Diferentemente do publicado na matéria "‘Pedágio do PR não é o mais caro’, diz Faep" (Economia&Negócios, 19/9), as opiniões sobre a renovação dos contratos de pedágio no Paraná são do superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, e não do presidente, João Paulo Koslovski.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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