Furto em colégio público
Na última semana, as TVs e jornais divulgaram um furto de merenda no Colégio Estadual Antônio dos Três Reis de Oliveira. Não seria tão assustador não fossem os autores o diretor e uma pedagoga da escola. Eles foram detidos e liberados mediante fiança. Revoltei-me deveras, pois embora não tivesse conhecido o "Preguinho", apelido de garoto de Antônio de Oliveira, sua história e seu assassinato pela ditadura militar com apenas 21 anos é hoje matéria obrigatória quando se trata de cidadania e civismo. Antônio se tornou um jovem acima da média, foi soldado da então 4ª Infantaria Motorizada do Exército (hoje 30º Mimtz). Em uma época de protestos contra a guerra do Vietnã, revoltas estudantis pelo mundo, Antônio dos Três Reis de Oliveira engajado junto à União Nacional dos Estudantes foi metralhado pela ditadura militar no dia 17 de maio de 1970 em São Paulo. Seu corpo permanece insepulto, mas suas ideias jamais se apagaram. Isso tudo torna mais revoltante a atitude daqueles "educadores" que surrupiaram a merenda do colégio que leva o nome desse grande brasileiro que, embora natural de Tiros (MG), era paranaense e apucaranense de coração.
SERGIO GIAVARINA (professor) - Jataizinho

Menino Gustavo
Diz o adágio popular que aprendemos com o erro. Gustavo, o menino que caiu do 26º andar em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, foi vítima de um projeto arquitetônico equivocado, pois não levou-se em conta a possibilidade de um acidente dessa natureza. Em Londrina, tramita na Secretaria de Educação, com aval da Secretaria de Obras, um projeto de ampliação da Escola Municipal Mercedes Madureira atendendo exigências de lei federal no que concerne a educação integral. Estou numa verdadeira cruzada para convencer as pessoas de possibilidades nada agradáveis para as crianças. O projeto contempla estacionamento para carros e não uma quadra apropriada para a idade das crianças. Os vereadores estão mais preocupados em dar nome às ruas e homenagear pessoas. Precisamos tirar lições do triste episódio que marcou a família do menino Gustavo.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor) – Londrina

Dia da Árvore
A árvore que amansa o vento, que faz a chuva entrar na terra, que abriga e alimenta os bichos, que nos protege do sol, que nos dá madeira, energia, música, flores e frutos, que nos lembra o quão pequenos somos, que nos faz reconhecer as forças criadoras...Vamos festejar as árvores, conhecendo-as melhor e tentar incluí-las, sem sacrifício, em nosso mundo... Seja na cidade, seja na roça!
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Rolândia

Música na escola
Há 30 ou 40 anos ainda fazia parte do currículo das escolas públicas brasileiras a matéria de música. Hoje, talvez, por acharem que a habilidade para essa arte é um dom que nasce (ou não) com a pessoa e não pode ser desenvolvido (é mais provável que o motivo é que os ministros da Educação e políticos ficaram mais burros) não ouço falar que exista. O estudo e/ou prática de algo que envolve música e, como ela "mexe" com tempo e sons, influi no aprendizado de outras matérias, no caso da escola. Desenvolve o raciocínio pois influi no lóbulo temporal no cérebro. Einstein, o grande cientista (físico) do século 20, tocava violino e "amava profundamente a música". Dizem que existe projeto de lei no Congresso para a volta do ensino de música nas escolas (nunca deveria ter saído), independentemente disso, vamos aprender a tocar um instrumento musical ou cantar, faz bem à alma, ao coração e muito mais que isso.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

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