Dois passos para mudar o Brasil
Existem dois importantes passos para uma estruturada mudança nesse estado de abandono e desmando político que vivemos. O primeiro é alterar a forma como o dinheiro dos impostos e tributos federais e estaduais "viaja" do domicílio gerador (fonte) para a União e Estado, sendo distribuído, repartido conforme conveniências políticas eleitoreiras. Esses valores precisam ser distribuídos já no ato de arrecadação, em percentuais previamente definidos, direta e proporcionalmente para a conta do município, da União e do Estado. Aí, surge uma questão envolvendo municípios cuja arrecadação é pequena. Esses seriam ajudados pelos governos federal e estadual, dentro de critérios também a serem previamente estabelecidos. Passemos, então, ao segundo passo: a receita para a mudança, passa obrigatoriamente não pela troca de nomes no poder, mas pela alteração total no sistema de gestão do dinheiro público. Quanto mais dinheiro o Poder Executivo controlar, mais oportunidade de desvios. Uma equação simples e óbvia! Existem muito mais de 100 estatais que geram gordas receitas. Privatizar todas as estatais e alterar a forma de distribuição tributária (primeiro passo), tira do poder central a ocasião que oportuniza, por falta de caráter do gestor, fazermos o ladrão!

ARMANDO BOSCO MARTINS RIBEIRO (administrador) - Londrina



Brincando com coisa séria
Quer o governo, de todas as maneiras possíveis, criar novos impostos para tapar o rombo do orçamento deficitário estapafúrdio enviado ao Congresso no começo do mês, na ordem de R$ 30,5 bilhões. Li na coluna do Claudio Humberto (Política, 14/9) que "governos do PT triplicaram gastos com pessoal". No início da era Lula o custo de todo o pessoal do governo era de R$ 75 bilhões ano. Hoje no início do segundo mandato de Dilma este valor pulou para R$ 240 bilhões/ano, o que corresponde a R$ 20 bi/mês. É só acabar com os apadrinhados que não é necessário aumentar os impostos da classe trabalhadora ou cortar mais ainda os poucos benefícios sociais que ainda nos restam, conforme apregoa a senhora presidente. O caminho das pedras é esse. Depois não reclame se a sorte lhe ficar madrasta.

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) - Londrina



Fim da reeleição
A Câmara dos Deputados aprovou o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Deveriam ter acrescentado também a não reeleição dos deputados e senadores. Entendo que os partidos não deveriam tentar se perpetuar no poder, não permitindo que os partidos que governam hoje possam colocar candidatos no próximo pleito. Isso acarretaria um rodízio no poder. Porém, o que a oposição está querendo é barrar a candidatura do Lula. Como a oposição é medrosa, se derrete toda. Essa mesma oposição luta pelo quanto pior melhor e só está pensando na próxima eleição.

JOÃO DOS SANTOS SOUZA (aposentado) - Londrina



Minirreforma política
Como já era esperado a minirreforma política ficou do jeitinho que os políticos querem, ou seja, nada mudou. Se quisermos alguma mudança, teremos ir às ruas, enviar e-mails, usarmos as redes sociais ou qualquer outro meio e exigirmos que cada um cumpra o prometido em campanha, pois foram eleitos pelo povo e temos o direito de exigir que deputados e senadores façam o melhor para país. Esses políticos profissionais precisam entender que não são o poder, eles estão no poder conferido a eles pelo voto popular, portanto, devem fazer o que o povo quer e precisa ser feito: acabar com financiamento privado, diminuir o número de deputados, senadores, assessores, cargos comissionados e acabar com as vergonhosas verbas de representação, como aluguel, auxílio paletó, carro, combustível, passagens aéreas, planos de saúde, aposentadoria precoce, etc. Eles precisam ter vergonha na cara e ver que o salário que ganham é infinitamente maior do que qualquer trabalhador recebe por oito horas de trabalho e não têm essa mordomia, enquanto faltam recursos para a saúde, a educação e a segurança.

ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) - Londrina




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