OPINIÃO DO LEITOR
Viramos cartão de banco
É isso mesmo que o brasileiro virou: um cartão nas mãos dos governantes, que eles usam na hora que querem para sacar dinheiro e cobrir o deficit deles. O interessante é que os que promoveram o rombo estão soltos, rindo, fazendo festa e com suas contas bancárias altíssimas. Por que o governo não corta gastos enormes com publicidade de times de futebol,jornais, TV, rádios? Uma empresa quando as coisas não vão bem, a primeira coisa que faz é cortar funcionários, publicidade, cafezinhos, etc. Se é certo ou errado, não sei, mas e o governo o que faz? Nada, tem os trouxas para pagar a conta. O pior é cobrir rombo de dinheiro desviado e que está nas contas de quem promoveu esse deficit. E ainda gritamos que nas próximas eleições vamos mudar. Mudar coisa, nenhuma. Basta ver nos últimos 20 anos quem são os políticos. Sempre os mesmos, não conseguimos mudar nunca. Até os filhos deles estão aí mamando nas tetas do governo. Chega!
CPMF para pagar aposentadorias
Sou aposentada pelo INSS e não admito que o desgoverno que insiste em permanecer no comando do Brasil me use para justificar mais uma "tungada" no bolso de todos os brasileiros. Que historinha é essa, ministro Joaquim Levy, de dizer que é preciso recriar (e não prorrogar - só se prorroga o que está vigente) a CPMF e também lançar mão das contribuições recolhidas pelo Sistema S para "garantir o pagamento das aposentadorias e diminuir o deficit da Previdência Social"? A Previdência nunca foi deficitária, fechou o ano de 2013 com um lucro acumulado de R$ 711 bilhões! Portanto, não nos usem (aposentados e pensionistas do INSS) como desculpa esfarrapada para avançar mais uma vez no bolso daqueles que, brasileiros honestos, lutam para se manter vivos sob a já escorchante carga de tributos que já nos impõem. E também quero explicações sobre onde foi parar todo esse dinheiro para que digam que a Previdência está agora deficitária. Juiz Moro, talvez essa seja uma boa linha de investigação: descobrir o que aconteceu com todo esse montante.
Valorizar-se
Com relação ao artigo "Suicídio: a face oculta da violência", da socióloga Francisca V. Soares (Espaço Aberto, 10/9), certamente que a sociedade contribui para uma morte social do indivíduo. Entretanto, cabe ressaltar que cada pessoa deve amar-se a si mesma e tem que ser egocêntrica. Agir de forma a estar sempre por cima de tudo e de todos, não no sentido de menosprezar outro, mas no sentido de valorizá-la como única. Porém, se a sociedade te abastarda, não é motivo para deixar de viver. A dignidade da pessoa humana, que é um dos fundamentos da nossa espécie, diz que somos a maior e melhor criação da natureza, estando assim acima de todas as demais criação. Portanto, devemos cada um valorizar-se a si próprio, deixando de lado, até mesmo opiniões da família e amigos próximos.
Pavimentação em ruas dos cemitérios
Lendo notícias que pretendem pavimentar com asfalto as ruas dos cemitérios da cidade venho sugerir o seguinte: o aconselhável é a permanência dos pisos permeáveis, mesmo porque, o próprio cemitério da zona norte teve seus muros arrombados pelas chuvas por diversas vezes e com tal medida a situação vai se agravar e terá gastos públicos na recuperação; deveria ser conduta dos órgãos públicos a preferência por pisos permeáveis em praças e áreas de estacionamento em geral; tudo que diz respeito à impermeabilização do solo deveria passar pelo crivo da Secretaria Municipal do Ambiente; para resolver a questão de vez os vereadores deveriam propor lei para disciplinar e explicitar a preferência de pisos permeáveis em áreas de praças e estacionamentos em geral. As áreas permeáveis promovem a recarga do lençol freático, contribuem para melhora do microclima, aliviam as redes pluviais, se tornam um fator redutor de inundações e evitam gastos públicos para reparação de danos.
Correção
* Na legenda da matéria "Segurança no trânsito começa com mudança de atitudes" (Folha2, 15/9), o nome correto da escola é Interativa.
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